quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

É possível vencer o Barcelona?

É possível vencer esse Barcelona? Claro. Mas como? A maneira mais adequada é jogar como o Barcelona. Mas é possível jogar como o Barcelona sem os craques do Barcelona?

Vamos analisar essa pergunta.

Quem são os craques do Barcelona? Busquets, Pedro, Abidal, Sánchez, Thiago? É um erro imaginar que todos os jogadores do Barcelona são craques.

Em minha modesta opinião, o único craque do Barcelona é o Messi. Tão craque quanto foram Ronaldo, Zico, Maradona ou Pelé.

Talvez Xavi também seja um craque, tão bom quanto foi Falcão, Riquelme ou Alex.

E Iniesta é um bom jogador, mas não melhor do que Sneijder ou Robinho.

Esses três jogadores são a alma do Barcelona, todos os demais são facilmente substituíveis.

Pois bem, não há hoje um jogador tão bom e decisivo quanto Messi. Isso é um fato. Mas Xavis, Iniestas, Busquets e Alves podem ser facilmente adquiridos por um clube como o Real Madrid. O que falta nos grandes clubes de hoje é a coragem de permitir o contra-ataque ao seu oponente.

Mas só é possível vencer esse Barcelona jogando com o mesmo toque de bola? Absolutamente não.

O problema é que tampouco existe hoje um clube que conte com os melhores zagueiros do mundo e seja armado para o contra-ataque a la italiana. O Madrid tem uma dupla de zaga limitadíssima e um Sergio Ramos que é uma mãe. Fora isso, Xabi Alonso, bom voltante, não é um defensor nato. Ou seja, Mourinho joga contra o Barcelona, tentando armar um time defensivo, mas não conta com os jogadores adequados para isso.

Se pode vencer um jogo de futebol jogando feio ou bonito. Daí eu disse anteriormente que a maneira mais adequada era jogar como o Barcelona. Mas também se vence jogando feio.

E o Santos, o que fez e o que poderia ter feito?

O Santos jogou como quem reza uma ave maria e pede pelo impossível. Muricy queria vencer contando com a sorte. Com a sorte de um mal dia de Messi, com um frango de Valdéz, com um erro da arbitragem. Com o esquema que montou, só muita sorte o faria vencer. Entrou com 3 zagueiros que juntos não defedem metade do que defende Thiago Silva sozinho. Ou seja, entrou com dois jogadores a menos. E se jogando com 11 já seria difícil, com 9 ficou impossível. Fora isso, o time optou pelos chutões e por marcar o Barcelona dentro de sua área.

Possivelmente aquele Santos de Dorival que encantou o Brasil no ano passado também perderia para esse Barcelona, mas com certeza faria um jogo melhor e teria mais chances de vencer. Quem sabe Deus não prefira ajudar a quem merece?

domingo, 25 de setembro de 2011

É possível jogar sem zagueiros?

É possível jogar sem zagueiros? Parece que sim. E é isso que demonstrou o Barcelona no seu último jogo, vencido por 5x0.
O Barcelona surpreende a cada temporada e faz com que comecemos a acreditar que o futebol pode retornar ou, inclusive, superar a beleza da década de 60. Seus dois volantes marcadores (Mascherano e Busquets) jogaram na defesa. E três "meias" jogaram como volantes (Xavi, Fábregas e Thiago). O que isso significa?
Significa que essa opinião de que é necessário ter sempre um par de Willians em campo não passa de conversa para boi dormir. Um grande time não precisa ter no meio de campo um Gatuso, um Mascherano ou um Willians. Mascheranos devem jogar na defesa. No meio, joga quem tem bom passe, visão e controle de jogo.
E não pensem que o jogo foi contra qualquer timeco, foi contra o Atlético de Madrid.
Bem, há muito o futebol perdeu o equilíbrio. Zagueiros viraram volantes, volantes viraram atacantes. E o futebol ficou parecido ao rugby, um jogo truncado, tático e nada bonito. É tempo de mudarmos isso.
Treinadores e dirigentes, imitem o Barcelona.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Convocação

Sou contra. Sim sim, sou contra. Não tem cabimento convocar tantos jogadores para "experimentar" na Seleção. Ou é ou não é. Tá certo que futebol é momento, mas não é por jogar bem cinco jogos que alguém deve ser convocado. O momento deve servir para comparar dois jogadores sabidamente bons. Ou seja, entre Dagoberto, Borges, Pato, Nilmar e Kléber, leva o que estiver "momentâneamente" melhor. Mas chamar um jogador que ainda não mostrou nada, que jogou bem meia temporada, é ridículo.

Ou será que tem dinheiro de empresários e patrocinadores no meio...

E mais, Mano precisa formar um elenco e dar tranquilidade para os que fazem parte deste elenco. Se o cara achar que só vai ter uma chance, dificilmente vai render. E isso aconteceu com Douglas, Jadson, Hernandes...

Sou contra.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

É preocupante.

Para que serviu esse amistoso?
Para muito pouco.
Primeiro, Ganso se lesionou e não pudemos ver ele e Ronaldinho juntos.
Segundo, Gana teve um jogador expulso e não pressionou a saída de bola brasileira desde então.
Mas ainda assim podemos tirar algo.
Primeiro, Mano não tem reserva para Ganso. E isso é assustador. Caso não jogue Ganso o Brasil tem o esquema alterado. Elias, por suas características, não deveria ser o reserva de Ganso, mas de Fernandinho. Fernandinho, Elias, Wesley são iguaizinhos, fazem tudo mais ou menos. São mais ou menos velozes, marcam mais ou menos, driblam mais ou menos. Insisto, preferiria ver Robinho jogando mais recuado, mas, pelo menos, eles acertam mais passes que Ramires.
Segundo, Marcelo deve ser o titular. Não temos como compará-lo com André Santos.
Terceiro, Leandro Damião é melhor do que Pato, principalmente para colocar a bola para dentro. Não temos um excelente 9 disponível, mas Damião pode ser aquele jogador referência, que perde poucos gols e se coloca bem. Um Fred que aguenta correr.
E por último, Ronaldinho jogou muito bem, principalmente no segundo tempo, quando foi deslocado para o meio. Agora não vamos nos precipitar e começar a achar que ele é a salvação. Neste jogo, como o Brasil jogou com mais um, Ronaldinho não foi marcado. Teve toda a liberdade para receber, pensar e dar seus lindos passes. Não é que ele foi mal marcado, ele sequer foi marcado. E assim fica fácil para Ronaldinho.
O Brasil mereceu nota 3 enquanto teve igualdade de jogadores e 5 quando ficou com mais um. É preocupante.

domingo, 21 de agosto de 2011

Equilíbrio

Equilíbrio.

Esta é a palavra que marcará este Brasileirão. Temos, pelo menos, oito equipes com a mesma qualidade técnica em seu onze inicial. O Santos tem o melhor onze e, talvez, o melhor elenco. Mas como o Santos parece estar só de passeio neste torneio, podemos afirmar que não está entre os favoritos ao título. O campeão será decidido nos detalhes. As lesões, a sorte ou o bom ambiente farão com que uma destas equipes seja a campeã de 2011.
Muito se falou de Tévez e Seedorf no Corinthians, de Kléber eVágner Love no Flamengo, dos retornos de Robinho, Diego e Kaká, mas tudo ficou na especulação. Nenhuma equipe fez um super time.
Dos times que estão nas primeiras posições, Palmeiras e Vasco devem cair. Das equipes que estão no meio da tabela, Fluminense e Cruzeiro devem subir. Mas, diferente de outros anos, não podemos apontar apenas quatro favoritos.

Ronaldinho.
Ronaldinho é um craque? Não, não é. Ronaldinho merece ser convocado para a Seleção? Sim, merece. Mesmo sem o considerar um craque e mesmo que ele não tenha a arrancada dos tempos do Barcelona, Ronaldinho ainda é um dos melhores jogadores do mundo. Não podemos o comparar com Messi, mas não seria absurdo o comparar com Iniesta, Ozil ou Sneijder. E é difícil imaginar que Ronaldinho não fosse titular da França, Inglaterra ou Itália. Ronaldinho continua sendo um bom jogador, não devemos esquecer isso.

Dagoberto.
Dagoberto não é craque e nunca será, mas tem sim chances de ir para uma Copa do Mundo. Como ele temos 100. Só de passagem podemos falar em Vágner Love, Kléber, Pato e Nilmar. E nenhum deles é pior do que foi Muller. O fato de continuar jogando no São Paulo poderá jogar a seu favor. É isso que muitos jogadores não entendem. Ficar no Brasil em um grande time é mais vantajoso do que se mandar para a Europa para uma equipe de segundo nível. Vágner Love e Nilmar estão cada vez mais distantes da Seleção. Todos são bons atacantes e a visibilidade é o que fará um destes 100 ser o escolhido.

Oscar.
Outra coisa que uma jovem promessa precisa saber é que raramente é vantajoso sair muito novo do Brasil. Um jovem só evolui jogando em uma liga competitiva. Se mandar para ser reserva em um grande time Europeu, como fez Philippe Coutinho, ou jogar em uma liga muito fraca, como fez Giuliano são as piores escolhas para um jovem jogador. Repito, ninguém aprende a jogar olhando. E neste sub20 ficou claro que Coutinho não progrediu, ao contrário de Oscar. E quantas jovens promessas não vingaram por abandonar seu clube prematuramente? Que digam Douglas Costa, Jô ou Carlos Eduardo.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Curtas

Seleção Ssub-20

Dois jogadores merecem destaque nesta seleção; Oscar e Casemiro. Oscar é um garoto diferenciado, veloz e com visão de jogo. Tem tudo para ser um jogador decisivo no Internacional. E Casemiro teria tudo para ser um grande frente de zaga. O problema é que, por ter algo de habilidade, vai acabar jogando como segundo volante ou terceiro. Isto fará dele mais um jogador no meio de tantos.

Seleção Principal

Sai a lista de convocados e, como se esperava, Mano volta a chamar Ronaldinho. É provável que chamar Ronaldinho partiu mais da pressão que vem sofrendo do que de sua vontade. Em todo caso, dependendo da sorte, Ronaldinho poderá continuar sendo chamado. E todos dirão que ele é um craque.

Outra mudança significativa foi a ausência de Ramires. Como venho dizendo, esse menino não tem futebol para ser titular da seleção. Caso o Brasil consiga vencer bem os próximos amistosos, Ramires pode dar adeus ao sonho de disputar a próxima Copa.

Por fim Marcelo terá outra chance. Todo mundo sabe que André Santos é limitado, mas ninguém aponta um jogador melhor. Só Marcelo tem certa unanimidade.

E todo mundo sabe que no Brasil, desde Ronaldo, não surgiu um grande atacante. Adriano, por sua força física, bom cabeceio e potência na perna esquerda sempre foi o quase-craque que supriu satisfatoriamente a ausência do fenômeno. Seu problema é o vício. Então fica o vazio, pois Pato nem de longe agrada, é um jogador para o futuro. O problema é que o futuro é incerto. Este é, indubitavelmente, o maior problema de Mano. Bem, não dá para contar com Adriano, pelo menos neste momento.

E olhando bem, poucas são as opções do nosso cauteloso treinador. Meu nome preferido é Leandro Damião. Ele pode ser o quase-craque referência para o ataque brasileiro. E uma coisa é certa, hoje ele joga muito mais bola do que Pato.

Campeonato Brasileiro

O Santos com seu grande elenco está na zona de rabaixamento. Já vi muito treinador ser demitido e chamado de burro pela imprensa por muito menos do que isso. Mas o retranqueiro Muricy está com crédito. Em todo caso, todo mundo sabe que a dupla de zaga santista é limitada. E, por incrível que pareça, o Santos sente a ausência de Zé Eduardo. Isso mesmo, falta um jogador "arisco" para levar a bola em velocidade. Ao invés de o Santos ter contratado tandos bons volantes seria melhor o Santos ter trazido um meia-atacante.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Basta já

Basta já. Me pergunto até quando vão deixar que o futebol se transforme em um esporte sem graça. De dez jogos que vejo apenas um agrada. E não me venham dizer que o futebol está assim por falta de talentos, pois esta é uma inverdade que mascara a verdadeira culpa da semgraçensa que hoje leva o nome de futebol.

Bons jogadores continuam existindo, mas não conseguem a afirmação que outrora (até a fatídica derrota de 82) conseguim. Seria praticamente impossível vermos Sócrates em um time de ponta hoje. E isso não significa que Sócrates tenha sido uma farsa, nada disso. Significa apenas que a mentalidade dominante valoriza, primordialmente, o vigor físico e a velocidade. Velocidade aqui entendida como capacidade de correr como um velocista. E, acima de tudo, que não se joga, como outrora, para vencer. O objetivo visível de uma equipe atual é não levar gols.

Então isso leva a que vejamos desfilar pela canarinha inúmeros Ramires, quantos mais em campo mais contente estará o treinador. Dois Ramires nas laterais, mais dois cobrindo as laterais e defendendo o meio de campo e mais um ajudando o meio de campo e puxando o contra-ataque. Essa é a suma felicidade de um treinador atual. Ter cinco Ramires em campo e jogar no contra-ataque.

Pois bem, é assim que joga o Brasil de Mano e nem um placar adverso fará com que ele mude o esquema. É como uma doença degenerativa. Não há cura. Não adianta sonhar.

Ontem Mano optou por Fernandinho no lugar de Ganso e fez com que o veloz jogador atuasse como Ramirez, só que do lado oposto. E o aplicado Fernandinho fez tudo que o treinador pediu.

Como eu queria ver a desordem e mal criação que existia em tempos de Sócrates. Imaginem os jogadores se reunindo e dizendo que o treinador é um cagão e que o certo é o contrário. Manda o cagão pastar. Imagino que Romário faria isso. E eu que detestava a marra e indisciplina do baixinho...

Então podemos esquecer, saindo Mano entrará Muricy e nada mudará. O Brasil continuará cauteloso até contra Honduras ou Afeganistão. Melhor mesmo é aproveitar o tempo que o futebol deixará vago para uma boa leitura ou para a prática do futebol. Pois certamente, daqui a alguns poucos anos, poucos serão os que deixarão de ir ao cinema para ir a uma partida de futebol. O futebol será como a natação, um esporte que só é visto quando vale medalha olímpica.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Vai começar o Brasileirão

Não publiquei nenhum post sobre o campeonato brasileiro até agora. E o motivo é que, para mim, o campeonato ainda não começou.


Infelizmente os dirigentes e o calendário brasileiro faz com que a maior parte das equipes iniciem o torneio com um time e finalize com outro, muitas vezes, completamente distinto. Algumas equipes perdem seus grandes jogadores, outras fazem contratações importantes e algumas poucas conseguem manter o elenco. Daí não ser possível fazer futurição sobre o campeonato.


Algumas coisas já podem ser ditas:


1. O Flamengo dificilmente será campeão. O bom início no campeonato foi, por um lado, prejudicial para o Flamengo. Por estar no topo da tabela, a direção não foi pressionada para contratar o grande atacante que falta e algo mais. Se o Flamengo estivesse na metade da tabela, possivelmente Kléber e Íbson estariam contratados e, aí sim, o Flamengo teria um time para brigar.


2. O Atlético/PR não deve cair. O time paranaense não é tão ruim para permanecer nas últimas posições do campeonato.


3. O Santos tem o melhor elenco, com folga. Infelizmente os times brasileiros estão dando preferência a um torneio de verão (Mundial de Clubes) a um campeonato longo e difícil como o Brasileirão.


4. Times como Fluminense, Cruzeiro, São Paulo e Internacional vão mostrar a verdadeira cara agora.


5. Palmeiras e Vasco não devem terminar entre os 4 primeiros. Ambos tem times limitados.


Vejamos o que sai de certo dessas previsões.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Apenas um exemplo

Estava na boca de todos nos anos 80: "a melhor defesa é o ataque". Quase todas as pessoas ligadas ao futebol acreditavam nisso. Hoje vemos uma reviravolta neste pensamento. A maioria defende justo o contrário: o melhor ataque é a defesa. Atualmente 99% dos treinadores jogam para não perder.

No jogo de ontem podemos dar uma prova disso.

Imaginem que naquele jogo o Brasil tivesse sofrido um gol no final do primeiro tempo, retornando para o segundo com o placar em 0x1. Bem, imaginem que a segunda parte fosse exatamente igual, o Brasil apertando mas sem conseguir marcar. Imaginem isso. Agora imaginem se Mano Menezes faria as alterações que fez. Imaginem se ele tiraria Neymar para dar entrada a Fred e tiraria Ganso para dar entrada a Lucas.

Seguramente não. E é lógico, vocês me dirão. Pois ele precisaria fazer um gol para não ser eliminado, para não perder. Sim, é lógico.

Então vejamos a situação por outro ponto de vista, se o Brasil jogasse para vencer ele teria que marcar pelo menos 1 gol quando a partida estava em 0x0. O placar de 0x0 obrigaria o Brasil a pressionar intensamente o Paraguai, a arriscar-se. Vejam onde quero chegar. Em nenhum momento o Brasil priorizou a vitória, enlouqueceu por não conseguir marcar, arriscou um pouco mais. E é aí que podemos notar com toda clareza que o Brasil não jogou para vencer, jogou, antes de tudo, para não levar o gol. E não levou.

domingo, 17 de julho de 2011

O medo da morte

O Brasil não consegue fazer gol nem na cobrança de penaltis. Seguramente não somos tão ruins assim. Perdemos não por jogarmos pior do que o Paraguai, perdemos por falta de sorte.

Sorte e coragem.

Nem preciso repetir o que venho dizendo desde o início desta Copa América, o futebol se tornou um jogo de medrosos.

Mano fez exatamente o mesmo que Batista na Argentina, trocou seis por meia dúzia e não arriscou dar o contra ataque. Imagino que Mano está muito satisfeito com a aplicação dos seus jogadores e está se queixando com o "divino" por não ter colaborado.

O que podemos tirar de bom desta partida é a atuação de Robinho na armação. Robinho fez, individualmente, uma bela partida. Ele e Ganso formam uma boa dupla. Não podemos dizer o mesmo de Lucas/Ramires e de Neymar/Pato.

Mas o que mais me preocupa é, sinceramente, este sentimento entranhado na nossa sociedade, o medo. Temos medo de perder o emprego, medo de assalto, medo de adoecer, medo de ficar só. Temos medo de tudo e esse medo está refletido no futebol. Temos medo de perder.

Já não somos uma sociedade jovem e irresponsável. Somos velhos. Não cultivamos a beleza, mas sim a segurança. E a vida vai, assim, perdendo a graça. E a morte nos mete medo.

Hoje é dia de Brasil

Os jogadores brasileiros voltaram a estar na moda. Neymar está sendo comparado a Messi, Ganso escuta propostas do Manchester United, Pato é o craque do melhor time italiano, Robinho volta a estar cotado, Lucas e Ramires são titulares de potencias inglesas... Fora André Santos, todos jogam ou jogarão em times de ponta.

Quanto exagero.

Neymar nem de longe pode ser comparado a Messi, Pato provavelmente nunca será um craque e Ramires... hoje não falarei mal do coitado, pois a culpa não é dele.

O mais sincero é dizer que não temos um grande camisa 9, mas Pato é um dos melhores que temos. É tão bom quanto Suárez do Uruguai, Sánchez do Chile ou Tévez da Argentina, mas longe dos grandes centroavantes da história do futebol como Ronaldo, Romário ou Van Basten.

O mais sincero é dizer que Neymar, hoje, joga tão bem quanto Ronaldo ou Messi aos 18 anos. Tem um futuro promissor, mas não é, hoje, melhor do que o holandês Van Persie ou o alemão Thomas Muller.

Quanto a Ganso, o mais sincero é dizer que hoje ele é um dos melhores meias do mundo.Ganso é uma realidade e o Brasil depende de seu jogo para se tornar uma seleção acima da média.

Realmente o Brasil é uma das 3 melhores seleções do mundo, mas isso não significa que ganhará do Paraguai. Ainda mais pelo jogo cauteloso que nossos treinadores adotam. Jogamos para, antes de mais, não levarmos gols. Esta é a mentalidade dominante e apoiada pelos meios de comunicação e pela maioria da torcida. Não entramos em campo para marcar gols, entramos para não sofrer.

E jogando assim, possibilitamos que equipes "modestas" consigam nivelar o jogo pelo vigor físico.

Dizem por aí

Adeus, adeus, não foi desta fez que a Argentina voltou a vencer. E não podemos dizer que foi uma zebra, pois longe disso, as duas seleções eram, praticamente, similares. O Uruguai tem uma defesa mais sólida, no meio ambas são limitadas e no ataque uma ligeira vantagem argentina pela presença de Messi, indubitavelmente o melhor do mundo. Talvez por isso, após a derrota, os 35 mil argentinos aplaudiram a albiceleste. Não foi um maracanaço.

Isso tudo está bem mas não é de todo certo. Assim como 99% dos treinadores, faltou coragem ao limitado Batista. Santo Deus, como são todos tão iguais...

Com um homem mais e precisando da vitória Batista não arriscou em suas alterações. Trocou seis por meia dúzia e esperou que o "divino" o socorresse. Com um a mais, melhor seria trocar o truculento Mascherano por um jogador mais incisivo, mas Batista preferiu manter o esquema e acabou sendo castigado. Talvez pelo próprio "divino". Dizem por aí que Deus castiga a covardia.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Iniesta, Sneijder e Robinho

Fui, seguramente, o melhor e mais habilidoso atacante do Bairro. Sempre pedia para ser Bebeto quando das peladas no Campo Novo. Tão eficiente e ágil quanto o pacato baiano. Tinha para meus 13 anos de idade e pouco mais de 1,50m e imaginava pela frente uma brilhante carreira como goleador. Aos 18 já contava com 1,90m e 80Kg e me transformei em um veloz meia, tal como Kaká, o de largos passos. Agora, com meus 93Kg, já não me atrevo a muitos dribles ou a correr como um louco em direção ao gol. Me adaptei. Sou o melhor zagueiro dos campos amadores desta movimentada cidadezinha.


Assim é a vida, não somos os mesmos para sempre, estamos em constante mudança, tanto física quanto psicológica. E posso garantir que, proporcionalmente, sou infinitamente melhor hoje do que fui em meus tempos de futebol amador no Fluminense de Feira. Cada qual deve saber o que lhe cabe fazer na vida. Deve buscar encaixar. Deve se conhecer antes de tudo, saber suas possibilidades e suas deficiências, e saber usar o que tem de melhor.


Robinho está marcado pelo que foi; um ágil ponta esquerda, com dribles fáceis e péssima finalização. Mas Robinho, assim como eu, mudou bastante desde tempos de menino. Tanto fisicamente quanto psicológicamente, e precisa assumir uma nova função no jogo. Precisa jogar mais recuado. Robinho é um meia, um excelente meia.


E digo mais, hoje, como meia, Robinho é melhor do que quando das pedaladas e firulas de menino. É tão bom e quanto Iniesta e Sneijder.


Ambos são jogadores com boa visão de jogo, movimentação, controle de bola. São jogadores que fazem o jogo acelerar sem precisar correr com a bola. É o complemento perfeito para um maestro, como Ganso ou Xavi. Robinho é, dos três, o melhor marcador. Sneijder é o mais completo. Ambos são muito parecidos. Tão parecidos que nasceram no mesmo ano (84) e tem o mesmo tamanho (1,70m).


Robinho precisa se descobrir. Assumir a mudança. Adotar a nova posição. Assim poderá ser um jogador fundamental para a Copa de 2014.

domingo, 10 de julho de 2011

A covardia de Mano.

Mais um empate e mais um jogo ruim. A quem vamos culpar desta vez?
Inútil achar que não temos bons jogadores, pois temos um excelente elenco. Um jogo não faz de ninguém um craque, tampouco um pereba. Contra o Paraguai, Neymar foi horroroso. Tenebroso. Foi a pior partida que fez pela seleção. Tá certo que foi sempre bem marcado, mas nas poucas ocasiões em que esteve um contra um, perdeu a bola. Mas um jogador só não pode ser o culpado. Para isso existem os reservas.
Então são todos culpados e, ao mesmo tempo, ninguém teve culpa?
Errado.
A culpa. A grande culpa tem Mano e sua covardia.
Mano insiste em jogar com Ramires. O Brasil não deveria montar um esquema para jogar no contra ataque, como fez Dunga. E Ramires só tem utilidade neste esquema. Ou formando dupla com um Schweinsteiger. Ele e Lucas juntos deixam o centro de campo brasileiro pouco criativo. E grandes times, normalmente, começam com excelentes médios centros. Basta lembrar que a posição ocupada por Ramires hoje foi ocupada por Didi em 58 e 62, por Gérson em 70 e por Falcão em 82.
Essa é a covardia na escalação da equipe, mas Mano não para por aí. Durante a partida também se mostra um covarde. Contra o Paraguai, após encontrar um gol por acaso, volta para o segundo tempo com Elano como terceiro volante, buscando ainda mais jogar no contra ataque. Não funciona e o Brasil sofre o empate. O óbvio seria sacar Ramires e entrar com Robinho, Lucas ou Fred, mas ele pensa em tirar Ganso para a entrada de Lucas, que corre mais e seria outro jogador para o contra ataque. Infelizmente (para ele) o Brasil sofre o segundo gol. E aí sim ele faz o que seria lógico. Entra Lucas no lugar de Ramires.
Notem que não o chamo de burro, pois tudo que fez tem sentido e poderia ter dado resultado. O Brasil poderia ter vencido por dois ou três gols de vantagem. Chamo-o de covarde. Covarde por fazer com que o Brasil não jogue buscando controlar a partida, atacando os 90 minutos. Covarde por preferir não correr riscos, por preferir buscar a vitória exclusivamente pelo erro do adversário.
Disse e repetirei incansavelmente, prefiro perder como perdeu Telê.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O drama argentino

Já disse em outras publicações que a seleção argentina é fraca, mas não é, de forma alguma, pior do que Colômbia, Bolívia ou Costa Rica. A albiceleste é a melhor do grupo, mas tem alguns pontos que dificilmente serão corrigidos.


1.Faz falta um Riquelme, este é o maior dos problemas.

2.Não existe nenhum bom lateral à disposição de Batista, segundo dos males.

3.Assim como Mano, Batista não tem "cojones" para arriscar um jogo mais ofensivo.


Bem, não há sequer um Verón, quanto mais um Riquelme na atual safra de jogadores argentinos. Sobram atacantes rápidos e dribladores como Di Maria, Tévez, Conca, Higuain, Messi... mas faltam organizadores para o meio de campo. A saída é jogar sem este jogador e privilegiar um futebol de velocidade. Mas para isso é indispensável jogar com 4 atacantes e contar com bons laterais para privilegiar as jogadas pelos flancos.

Aí vem o segundo problema, a Argentina não tem bons laterais. Zanetti, o melhor lateral que vi jogar, já não tem a velocidade necessária para a tarefa e, como vimos no jogo contra a Colômbia, pouco passou do meio de campo. Para piorar, pela esquerda nem um desgastado Zanetti faz parte da seleção. Para dizer a verdade, nenhum dos outros "laterais" deveria ter sido convocado.

Pois bem, para fazer da Argentina um time competitivo é necessário "cojones", coragem, correr riscos. Maradona sabia disso e correu todos os riscos possíveis na Copa do Mundo. Improvisou um veloz Jonás como lateral e jogou com 4 atacantes. Deu certo até o dia da fatídica derrota para a boa e nova Alemanha. O erro de Maradona foi brigar com alguns jogadores que seriam fundamentais para o "acerto"; Riquelme, Zanetti, Cambiasso e Verón. Mas de todos os defeitos do excêntrico Maradona, falta de "cojones" não foi um deles.

Em suma, Batista precisa correr riscos e tentar montar um time que privilegie a velocidade de seus atacantes. Precisa jogar com poucos "brucutus", poucos mascheranos.

Eu armaria o time com: Romero, Zanetti, Burdisso, Mascherano e Cambiasso; Gago, Banega e Pastore; Messi, Tévez e Aguero.

Sim, faria Mascherano jogar como zagueiro, pois é um excelente marcador e Milito um péssimo zagueiro. Provaria Cambiasso na lateral, pois é a "única" opção viável. Armaria o centro do campo com dois volantes que conseguem sair o jogo e um meia-atacante habilidoso. E nunca deixaria Aguero de fora do trio ofensivo. Aguero é, de longe, o que melhor se posiciona em campo.

A atual Argentina está armada para o contra-ataque, a minha Argentina estaria armada para vencer.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Copa América: primeira rodada

Antes de falarmos dos times presentes, falemos um pouco dos ausentes. Já é hora de EUA e México disputarem a Copa América com a seriedade que este torneio exige. Seria bom para a Copa e para as duas seleções do Norte. Sem falar que seria bom para uma eventual formação de um verdadeiro bloco político/econômico das américas.

Já que não vieram, falemos dos presentes.

Brasil, Argentina, Uruguai e Chile são as 4 melhores seleções. A Colômbia, inexplicavelmente, não monta um bom time desde tempos de Valderrama e cia.

O Chile tem um time ofensivo e rápido, com bons atacantes e meias, mas tem na sua frágil defesa o ponto débil da equipe. Alexis Sánches é o jogador da moda, mas, sinceramente, não sei o motivo.

O Uruguai tem um trio ofensivo muito bom, comparável ao do Brasil e da Argentina. Tem uma defesa regular e um trio de volantes limitado. Forlán tem tudo para brilhar também na Copa América.

A Argentina tem, como já disse, sérias limitações em sua defesa, incluindo as laterais. Falta, ainda, um bom organizador, pois nem Banega, nem Cambiaso tem esse perfil. Messi, o pobre, não joga só. Ninguém, na história do futebol, literalmente carregou um time nas costas. Nem Maradona, nem Pelé. Até hoje não surgiu um jogador que sozinho garantisse a vitória de seu time. Talvez Bican e Garrincha tenham chegado mais próximo.

Muitos comentaristas beiram a idiotice ao afirmarem que a camisa da argentina não cai bem a Messi, que ele não joga bem na albiceleste. Messi é um atacante fora de série, seja no Barcelona, na Seleção Argentina ou no baba de quinta do campo de Guto.

Quanto à nossa seleção, esta precisa de pouco para se transformar na melhor seleção do mundo. Temos o melhor goleiro e a melhor defesa dentre todas as seleções. O que nos falta é sorte, coragem e Ronaldo. Pato não é nem sombra do que foi Careca, Romário ou Ronaldo. Hoje ele não está acima do nível dos demais convocáveis para a posição. Entre Pato, Nilmar e Kléber, só a idade ajuda o primeiro.

Também temos a possibilidade de montar um dos melhores meios do mundo. Daí a falta de coragem. Repito e repetirei sempre, Ramires é jogador para segundo tempo, precisamos mesmo é de um Iniesta na posição. Mas não se fazem Iniestas ao cento, me dirão. Aceito, mas precisamos buscar um jogador que tenha as mesmas características, quais sejam; controle de bola, facilidade de drible, posicionamento e movimentação aprimorados, que seja um bom passador e que, preferivelmente, tenha uma resistência física invejável. Para facilitar, imaginem Seedorf ou Deco em seus áureos tempos. Pois bem, este é o jogador que precisamos. Façam todos um exercício e procurem um brasileiro que tenha essas características. Difícil... talvez um pouco.

Eu tenho duas sugestões, uma seria convocar o Anderson, do Manchester United. Esta seria debatível, mas ninguém me chamaria de louco. Já a segunda, e a que mais gosto, seguramente fará com que metade dos leitores deixem essa coluna imediatamente. Eu provaria Robinho na posição. Não deliro, Robinho jogando ao lado de Lucas e um pouco atrás de Ganso. Façamos um outro exercício, esse muito mais difícil. Imaginem que não acompanharam o início de carreira de Robinho, imaginem que ele nunca foi atacante. Deixem de lado sua carreira e analisem as suas características... darei um tempo para esta difícil tarefa... Robinho nunca aprendeu a fazer gols, em suma, não poderia ser atacante. Robinho já não tem a velocidade de menino, ou seja, não se daria muito bem como ponta. Em contrapartida, continua se movimentando muito bem em campo, se apresenta e se desmarca como ninguém, erra poucos passes curtos, segue excelente no um contra um e... marca relativamente bem. Não é nenhum Mauro Silva, mas marca melhor do que Iniesta. Isso é fato.

Como disse em outras colunas, é relativamente fácil para o Brasil imitar o jogo do Barcelona. O segredo do Barça está em uma defesa veloz, capaz de jogar adiantada, um meio de campo que toca bem a boa e um ataque que se movimenta o tempo todo, formado por jogadores dribladores. Nossa defesa é melhor e mais veloz do que a do Barça e temos atacantes rápidos e dribladores. Só nos falta a coragem para escalar um meio de campo que jogue com a bola nos pés, com toques curtos quando necessário. Ganso e Robinho, ambos, marcam melhor do que Xavi e Iniesta. Então provemos.

domingo, 26 de junho de 2011

Copa América

Sai a lista de convocados da Argentina e... cadê os grandes meias?

Aqui no Brasil, nos últimos meses, se disse muito que a Argentina está repleta de meias enquanto na nossa terra não dá nem pereba.

E eu me pergunto, onde estão esses craques? Qual o argentino que pode ser comparado a Ganso?
A falta de grandes meias armadores é geral, aqui, na Argentina, na Europa, na Africa.

Qual o "ganso" da Itália? e da França? e da Inglaterra? O único jogador argentino que pode se tornar um grande armador é Javier Pastore, mas ainda é um jogador em formação e, possivelmente, acabe se tornando um Kaká. A Argentina ainda sente a falta de Riquelme.

E a verdade é uma: a seleção argentina é muito limitada, a defesa (incluindo o goleiro) é horrível, o meio de campo sofrível e o ataque, bem o ataque é dos melhores do mundo. Messi é, de longe, o melhor atacante da atualidade. E Agüero tem tudo para ser um "quase" Romário. Espero que o time seja armado com 3 atacantes.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Elegansia

Até o mais rabugento dos sujeitos deixa de lado o mal humor para ver o Ganso jogar. Falem mal do futebol, digam que é um esporte acabado, jurem que não assitirão mais nenhuma partida, mas ver o Ganso é rever os craques do passado, é voltar a enxergar a magia do esporte.

Ganso é a elegancia encarnada, a elegancia em sua raíz linguística. Para os que gostam de trocadilhos, seria EleGansia a grafia correta.

Os tablóides aplaudem ao bom Neymar, eu reverencio ao genial Ganso. Cada toque na bola, cada controle é demonstração de rapidez mental. É ele quem controla a partida.

Hoje, não existe nenhum jogador no mundo como ele. É, seguramente, o jogador mais parecido a Zinedine Zidane. E tudo tem para ser melhor do que o francês.

Elegansia.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Acabou a graça

Assistir uma partida de futebol está se tornando um péssimo entretenimento. Isso, no mínimo, é um contrasenso. Com tanto dinheiro girando no futebol e o esporte não virou o circo que imaginaram. O circo que digo, com o devido respeito que merece, não é o malamanhado Picolino, que perambula pelo interior do nordeste exibindo leões famintos, palhaçadas repetidas e atrações desbotadas. Todos imaginavam que o futebol se tornaria um grande Circ de Soleil, sempre com muito colorido e imaginação. Algo que cativa as vistas antes mesmo da razão.

Pois bem, não está sendo assim. E não digo que não está sendo assim no Brasil, não está sendo assim em nenhuma parte do globo. Imaginando, desde já, que a Catalunya é um rincão fora do planeta.

A minha teoria é simples, poucos gostam de futebol.

A esmagadora maioria gosta de fofoca, gosta de saber se Ronaldo está gordo, se Neymar vai ou não para o Madrid, se Pato está traçando a Berlusconi. E torcedor gosta apenas de títulos. Qualquer vascaíno, palmeirense, torcedor do Bangu ou da Seleção ficaria contentíssimo se sua agremiação ganhasse um campeonato roubado e jogando feio. Na reta final da competição, não perderia nenhum jogo.

E o motivo é simples, torcedor não gosta de futebol, gosta de tirar sarro com os amigos que torcem para o rival. Querem dizer para os filhos que estavam presentes naquele dia. Mas verdadeiramente pouco importa se o jogo agrada ou não.

Sinceramente imaginei que depois da Copa na africa, o futebol adotaria um estilo mais ofensivo. Vimos a sempre cautelosa Alemanha jogar pra frente, vimos a Espanha, com seu tique-taca (tudo bem que nem tão belo assim) ser campeã. E vimos os times de guerreiros abaixarem os escudos e se renderem como maricas. Mas nada mudou. A palavra "guerreiros" ainda é a mais utilizada por jogadores e comentaristas. Desgraçadamente virou moda.

O Barcelona ganha tudo e mesmo assim nenhuma grande equipe teve a inteligência de imitar o Barça. Só o Bahia de Feira teve a ousadia.

Pois bem, o Santos poderá ser campeão da Libertadores com um grande elenco e um futebol que não merece o tempo gasto em frente do televisor. E todos dirão que Muricy é um gênio.

Acabou a graça do futebol.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Brasil X Romênia

A Romênia é time de terceira divisão, é certo. O Brasil não fez uma boa figura, é certo. Ronaldo estava gordo e perdeu um gol feito, é certo. O time não jogou absolutamente nada no segundo tempo, é certo. O time foi mais ofensivo do que contra a Holanda, é certo.


Robinho não está jogando bem, aí eu discordo. Robinho já não é o driblador de outrora, mas ele se adaptou muito bem na função de meia de ligação. Pensa rápido, não perde a bola, faz o jogo andar. É certo que continua com o mesmo pé torto de antes, mas jogando mais recuado esse defeito é minimizado.


Mas, de tudo que vi na partida, o que mais me impressionou foi a partida de Jadson. Tá certo que foi contra a fraca Romênia, mas dá para ver que ele tem mais traquejo do que Elano na armação do time. Quem sabe não poderia ser o "Iniesta" da canarinha... Quem sabe Mano não o coloca no lugar de Ramires...


Inútil pensar. O Brasil de Mano nunca sairá jogando com apenas um volante de ofício, é certo.