terça-feira, 6 de abril de 2010

O único craque da Copa.

Em todas as épocas o futebol apresenta alguns bons jogadores, uma massa de trabalhadores da bola e um punhado de craques. São Maradonas, Zicos, Tostões, Falcões, Zidannes, Ronaldos, Romários, Beckenbauers, os que realmente fazem com que o futebol seja isso que tanta encanta. Atualmente a safra não é das melhores. A imprensa quando encontra um jovem talentoso, vende o que ele pode chegar a ser como sendo já a realidade. Assim afirmam que tal ou qual jogador já é um craque, quando na verdade é um bom jogador em formação. Isso acontece com todos e basta citar os exemplos recentes de Roben, Robinho e Messi. Ambos foram comparados com Cruyf, Pelé e Maradona, quando ainda estavam buscando um futuro no futebol. A maior parte dessas grandes promessas não consegue materializar aquela imagem que se criou em torno a eles. Quantos Denilsons existiram e irão existir...
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Messi apareceu como um craque, quando era apenas um bom ponta esquerda. Veloz, driblador, mas com pouco potencial de decidir uma partida. Jogava em uma excelente equipe, o que ajudou o culto à sua imagem. Isso também aconteceu com Robinho e Roben. Ambos eram bons dribladores, velozes, mas com pouco faro de gol. Ou seja, jogadores incompletos. Bons, mas nunca craques.
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Ocorre que Messi conseguiu dar o salto, ao contrário dos outros dois. E hoje, aos 22 anos, já deve ser rotulado como craque. É certo que nunca ganhou uma Copa do Mundo, mas isso não será motivo para não compará-lo com os grandes craques do passado. Outros foram craques, como Zico, Falcão, Puskas e Cruyf, sem nunca terem ganhado uma Copa. E Messi tem o tempo a seu favor. Possivelmente disputará outras três.
Não vejo fácil o caminho da Argentina na África do Sul, pois não conta com uma boa defesa e tem um meio de campo apenas regular, mas quem sabe poderemos ver uma nova façanha como a de 86... A Argentina tem a grande vantagem de contar com o único craque da Copa.

Futebol e Religião.

Antes de mais, quero dizer que sou um agnóstico em busca de credo. Andei pensando em ser budista, quase acredito no I Ching e sempre leio o Tao-Te King. Mas acho que a distância entre a minha sensibilidade ocidental e a sensilibidade do homem oriental faz com que nenhuma adoção a credo existente seja verdadeiramente sincera. Ou seja, haveria de aparecer uma nova maneira de vivencia para que esta possa me adotar. Enquanto isto não ocorre, sigo na quase-angústia da minha existência, em busca de algo que faça sentido e tentando respeitar qualquer credo ou visão do mundo vigentes. É certo que algumas Igrejas capitalistas merecem minha crítica ferrenha.

Tudo isso digo para comentar sobre o bafafá que deu no Santos, quando a turma dos evangélicos se recusou a entrar em um centro espírita que tem um programa onde são atendidos portadores de deficiência cerebral e outras deficiências. A idéia da diretoria do Santos era fazer uma "marketinzinha", levando ovos da páscoa para os pacientes, mas as principais estrelas santistas se recusaram a descer do ônibus que ficou parado na porta. Me pergunto se eles foram forçados a entrar no ônibus ou se foram enganados. Tenho minha teoria: o Dorival Junior chamou todo mundo para comer o churrasco, objeto da aposta perdida no dia anterior. Só que no caminho disse que daria uma paradinha para deixar uns ovos da páscoa. Nisso, os menininhos da vila ficaram de calundú, pois já havia passado da hora de comer. Uns, inclusive, haviam deixado de tomar o café da manhã para poder dar mais prejuízo ao treinador. E menino com fome já sabem como é... Não desço, não desço, não desço! Nessa, deixaram o presidente com cara de bobo. E presidente com cara de bobo é um ser vingativo. Pior para os atletas, que serão obrigados a pedir desculpas em público no enfadonho programa de Jô Soares.

E eu fiquei com uma dúvida existencial. Depois disso, será que ainda tem churrasco...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Fique de olho: jovens promessas.

Em todas as Copas do Mundo surgem para o grande público jovens jogadores. Neste não será diferente. Dentre os pouco conhecidos iremos destar alguns nomes que poderão se tornar famosos.
Jogando pela França, destaco dois jovens meias; Samir Nasri, um meia veloz, de muita habilidade e controle de bola e que joga atualmente como titular da forte equipe inglesa do Arsenal. É conhecido como Le Petit Prince. E Yoann Gourcuff, que devido à semelhança física e de características de jogo, foi apelidado de Le Petit Zidanne. Gourcuff joga pelo Bordeaux e foi um dos responsáveis pelo título francês conseguido na passada temporada, sendo, inclusive, considerado o melhor jogador do torneio.
Outros dois jogadore que podem "aparecer" nesta Copa são os argentinos Di Maria e o inglês Theo Walcott. Ambos tem características parecidas, jogando pelas pontas com extrema velocidade, dribles fáceis e boas assistências. Também cabe lembrar os nomes dos atacantes Giuseppe Rossi, da Itália e Villarreal, e o grandalhão Bendtner, da Dinamarca e do Arsenal. Rossi vem jogando regularmente pela equipe espanhola, é rápido e finaliza bem. Seria o Nilmar da Itália. Já Bendtner joga como verdadeiro centroavante. Com seus 1,93m faz muitos gols de cabeça, além de proteger bem a bola e contar com uma grande velocidade.
Talvez os leitores estejam sentindo falta de outros garotos aqui nesta lista, mas recordo que esta lista é de jovens jogadores que ainda não alcançaram grande fama e podem, neste mundial, se transformarem em jogadores de referência. Neste caso, não caberia acrescentar aqui os nomes de Messi e Aguero, da Argentina, assim como o de Bezema da França, que apesar de jovens, já estapam anúncios publicitários por todo mundo.

Ronaldo, Fenômeno.

Já nos acostumamos a ter um centroavante "fenomenal" como 9 da seleção brasileira. Vale lembrar de Ademir, Vavá, Coutinho, Reinaldo, Careca, Romário e Ronaldo. Atualmente nos falta este 9 fenomenal. É certo que temos alguns bons jogadores nesta posição, como também é certo que o Brasil já foi campeão sem contar com um 9 fenomenal (ex. 1970, com Jairzinho). Luís Fabiano e Adriano são bons atacantes, mas nunca figurariam em uma lista de melhores centroavantes do futebol brasileiro. E nisso não podemos reclamar de Dunga, pois não contamos com outro centroavante melhor do que os dois atualmente selecionados. E então fica aquela dúvida, caso um dos dois se lesione antes da Copa, quem seria o convocado...
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Grafite foi artilheiro do campeonato alemão do ano passado, mas sempre foi um jogador apenas regular. Fred esteve bem no Fluminense e foi reserva da copa passada; poderia ser uma alternativa. E acho que acabou. Não temos outro centroavante com um mínimo de qualidade para ir para a Copa. Ah, espera... tem o Dôdô, mas Dôdô... hum. Se alguém encontrar outro nome eu dou um doce.
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Eu tenho, eu tenho: leva o gordo.
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Pois é, mas gordo não pode jogar. Eu particularmente apostei que o Ronaldo estaria em forma este ano, e seria convocado para a Copa do Mundo, e daria uma baita sorte com a lesão do Luís Fabiano no primeiro jogo, e seria campeão e artilheiro da Copa com 6 gols, e entraria para a história definitivamente, e seria melhor do que Pelé. Mas vendo seus últimos jogos, pude constatar que ele está mais pesado do que no dia em que apostei nele. Ronaldo marcou dois gols nos últimos dois jogos, e caberia imaginar uma recuperação relâmpago faltando dois meses para a Copa, além de uma lesão repentina de Luís Fabiano, e uma cachaçada homérica de Adriano. Assim teríamos Fred e Ronaldo na Copa, mas isso, infelizmente, é quase impossível. Uma pena! Com Ronaldo seria outra Copa...

sábado, 3 de abril de 2010

Faça gols e vá a Copa.

Há alguns dias assisti uma partida da UEFA, na qual haviam 5 árbitros; os três habituais e outros dois atrás de cada gol. E exatamente na primeira partida que assisto com esses auxiliares de gol, foram marcados, acertadamente, dois penaltis. Há muito venho dizendo que o futebol deveria fazer alguns ajustes na regra, e uma delas era aumentar o número de árbitros. Defendo ainda que se utilize mais três árbitros de imagens. Estes seriam incumbidos de auxiliar o árbitro principal com a ajuda das imagens de televisão. A idéia do chip para saber se a bola entrou também é excelente. Mas, para mim, as principais mudanças nas regras do futebol deveriam ser no que se refere ao número de faltas e ao carrinho. Defendo que tanto o jogador faltoso quanto o time devem ser punidos, por exemplo, caso um mesmo jogador faça cinco faltas deveria ser substituído. E se deveria punir a equipe que faça mais de dez faltas por tempo com um tiro livre da cabeça da área. Quanto ao carrinho, deveria ser proibido. Deu carrinho é falta, machucou, vermelho. As piores lesões ocorrem, em sua maioria, por uma entrada de carrinho. Acredito que assim poderíamos ver em campo mais jogadores habilidosos.


Hoje assisti a Internazionale marcar 3x0 no Bologna, com uma excelente atuação de Thiago Motta. Ele marcou bem e quase não errou passes, dando alguns passes que poderiam resultar em gol, caso os atacantes não os desaproveitassem. Além disso, marcou dois gols. Uma pena que só se valorizem os jogadores que marcam gols. Goleiro que marca gol é craque, zagueiro que marca gol é craque, lateral que marca gol é craque. Ouvi o Neto afirmar: Rogério Ceni é o melhor goleiro do futebol brasileiro, bate falta como ninguém. O espanhol Hierro era considerado um dos melhores zagueiros do mundo também porque fazia muitos gols de cabeça e cobrando penalti. E com nosso Roberto Carlos também passou o mesmo. Ninguém se importa se o zagueiro-artilheiro leva dribles até do Zambeta, lá do baba de quarta. Thiago Motta não é um bom volante porque marca gols, e sim porque defende bem, tem um excelente passe, critério e visão de jogo. Protege bem a bola e consegue se livrar de um congestionamento no meio de campo. Quando jogava pelo Barcelona nunca conseguiu se firmar como titular devido às frequentes lesões que o acompanhavam. Faz mais de um ano de sua última lesão mais séria. Cabe esperar que no meio do ano, jogando como titular da Inter e em forma, ele seja o melhor volante defensivo que o Brasil pode ter. Espero que ele marque mais uma dozena de gols, pois só assim será valorizado no Brasil.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Se eu fosse Dunga...

No Brasil, e em alguns países do mundo, todos entendem de futebol e sabem qual seria a melhor maneira de armar seu time. A grande maioria das pessoas sequer assiste a meia dúzia de jogos e, quando assistem, já interpretam a partida traduzida pelos comentaristas. Muitos fazem afirmações sobre o estilo de um jogador sem ter assistido um jogo sequer do atleta. E assim, afirmam com toda convicção que fulano não pode jogar com sicrano, ou que beltrano é pior que Zambeta, lá do baba de quarta. Não digo que estes "comentaristas" sempre estão errados, mas se acertam nos comentários é por pura sorte.

Atualmente, na seleção, o debate maior é sobre a reserva de Daniel Alves. Um absurdo para muitos. E a convocação ou não de Ronaldinho. Para muitos, como Dunga, é impossível jogar Kaká e Ronaldinho no mesmo time. Pois bem, como existem inúmeras opiniões, deixarei aqui a minha. Quem sabe Dunga não dá uma lidinha e me convida para ser um de seus assistentes...

De acordo com Tostão, se ele fosse treinador da seleção brasileira, na situação atual, escalaria o time com um volante de contenção (Gilberto Silva ou Felipe Melo), Zé Roberto, Daniel Alves, Káká, Robinho e Luís Fabiano. Sendo Ronaldinho o reserva imediato de Kaká e Robinho. Já seria melhor do que a seleção de Dunga, porém acredito que para funcionar um meio campo com Zé Roberto, Daniel e Kaká, teríamos que ter um outro frente de zaga e não Gilberto Silva (atualmente o Thiago Motta). E ainda melhor seria, nessa situação, jogar com Ronaldinho ou Alex no lugar de Kaká. Como eu não deixaria Kaká no banco, sendo eu o treinador da seleção, esta seria a lista de convocados:

Goleiros:

Júlio César seria o titular. Acho que aqui ninguém discorda. Vítor (Grêmio) e Fábio (Cruzeiro), os suplentes.

Zagueiros:

Lúcio e Juan seriam os títulares, e Tiago Silva e Miranda os suplentes. Acho que vou de acordo com a maioria.

Lateral Direito:

Maicon e Daniel Alves, sendo Maicon o titular. Muitos me perguntarão por quê. E eu responderei: porque lateral tem que ser antes de tudo, zagueiro. Maicon defende melhor, ganha de cabeça (e metade dos gols sofridos pelo Brasil são de jogadas aéreas) e tem melhor posicionamento tático. E muitos me dirão que Maicon, comparado com Daniel, é um grosso. E eu responderei: estás muito enganado, amigo. Maicon faz gols, chega sempre à linha de fundo e cria inúmeras jogadas. É certo que Maicon nunca jogaria no meio de campo, coisa que Daniel faria com certa facilidade, mas a posição em questão é a de lateral e não de ala.

Lateral Esquerdo:

Aqui cabe muito debate, mas, pelas partidas que venho acompanhando, convocaria o veterano Gilberto e o Marcelo, do Real Madrid. Gilberto, estando bem fisicamente seria o titular. Outra possibilidade seria jogar com Daniel Alves na esquerda.

Volantes:

Thiago Motta (Internazionale) e Lucas (Liverpool), seriam os titulares. Hernanes e Íbson os suplentes. Cabe ainda a lembrança de Zé Roberto e Fábio Simplício. Digo e reitero, volante tem que saber marcar e ter um bom passe. Ao colocar no meio de campo jogadores que não conseguem sair com a bola, sobra jogar no contra-ataque. E, para mim, o Brasil nunca deveria jogar, como princípio, no contra-ataque. É muito pouco para o Brasil. Deixemos isso para os EUA ou o Paraguai. Talvez eu seja a única pessoa a defender a convocação de Thiago Motta para a seleção, mas nunca foi certo que ser o único a pensar algo signifique que este pensamento seja enganoso. Thiago Motta é, para mim, incomparavelmente melhor que Gilberto Silva e Felipe Melo. Outro esquecido de todos é o Íbson, que para mim, poderia entrar em algumas partidas, tanto no lugar de um meia (quando o treinador pense em segurar o jogo), quanto de um dos volantes (quando a intenção seja avançar a equipe). Caso exista a necessidade de uma retranca maior, Thiago Silva pode fazer a função que hoje faz Gilberto Silva.

Meias: Káká e Alex (Fenerbahçe), seriam os titulares, e Ronaldinho e Alex (CSKA, Internacional) os suplentes. Se eu fosse treinador, começaria as partidas com dois volantes e dois meias. Alex e Káká formam uma bela dupla, aliando a elegância de Alex com a objetividade inigualável de Kaká. Tendo dois volantes bons de passe e uma marcação no campo do adversário, poderíamos formar uma das melhores seleções da história. Alex (Fenerbahçe) é, talvez, o jogador mais injustiçado do futebol brasileiro. Mesmo sendo considerado o melhor jogador das Américas, o melhor jogador do campeonato brasileiro e do campeonato turco por diversas vezes, nunca disputou uma Copa do Mundo. E tudo porque um tal Galvão Bueno inventou, arbitrariamente, que Alex não jogava bem na Seleção. Um verdadeiro absurdo. Recordo-me que, em 2004, depois da fantástica campanha do Cruzeiro e da grande Copa América que Alex ganhou jogando como titular e jogador-referência, partiu para a Turquia. Antes havia perguntado ao senhor Parreira se este, como treinador que foi de um time turco, continuaria a acompanhar o seu desempenho. O que Parreira assegurou. Ocorre que, mesmo sendo considerado por dois anos seguidos o melhor jogador do campeonato turco, Parreira o deixa de fora da Copa de 2006. E ninguém, exceto Tostão, questionou aquela lista. Agora, Alex segue em grande forma, com 32 anos e uma média de 1 gol ou 1 assitência por jogo. Quanto à Alex (CSKA), tem grande velocidade e um jogo muito parecido com o de Kaká.

Atacantes:

Robinho, Nilmar, Luís Fabiano e Adriano. Estando Adriano e Luís Fabiano em boa forma, prefiro Adriano. Adriano oferece mais perigo à defesa adversária. É um dos melhores cabeceadores do mundo, além de ser mais forte que 95 por cento dos zagueiros. E físico, no futebol, é também uma vantagem. Defende melhor do que Luís Fabiano e é mais veloz. Estando Robinho e Nilmar em boa forma, prefiro Robinho. Robinho é, hoje, o quase craque. Um atacante que se movimenta bem, se desmarca, dribla, mas não conseguiu aprender, ainda, a fazer gols. Seria um Bebeto com mais físico e drible e menos passe e gol. Mas quem sabe esta vinda para o Santos não o ajude a aprimorar o faro goleador. Mesmo convocando Ronaldinho para o meio de campo, se eu fosse Dunga, armaria o ataque com Ronaldinho e Adriano. Defendo que, assim como aconteceu com Rivaldo, a melhor posição para Ronaldinho é no ataque, onde a proximidade do gol adversário faz com que sua incomparável técnica se torne letal. Caso ele não consiga fazer essa função, entraria com Robinho, que se movimenta muito bem em campo, e Adriano, que seria o centroavante de referência no ataque. Caberia, ainda, dependendo do jogo, imaginar uma variação com Robinho e Ronaldinho.

As principais variações no decorrer da partida seriam a entrada de Daniel Alves, ou no meio ou na lateral, a entra de Íbson no meio de campo e a de Robinho no lugar de qualquer atacante que não esteja bem.

Então seu Dunga, dê uma espiadinha nesse meu pitaco. Ainda dá tempo para o senhor organizar a nossa Seleção.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Dunga. O Incoerente.

A seleção brasileira, sob o comando de Dunga, se caracteriza pela força física. Basta notar que seremos a primeira ou segunda seleção mais alta da copa. O nosso meio campo (Gilberto Silva, Felipe Melo e Ramires) tem escassa qualidade técnica e muito poder de marcação. Kaká é um meia-atacante e não propriamente um centrocampista, e tem como ponto forte a condução da bola em alta velocidade. Não temos um Ballack, um Pirlo, um Xavi ou um Juninho Pernambucano convocados pelo nosso selecionador. Dizem as más línguas que futebol se ganha com o meio de campo. Caso o Brasil ganhe esta Copa, Dunga estará iniciando uma nova maneira de entender o futebol. Está claro que temos um dos melhores combinados que participarão desta Copa. Contamos com o melhor goleiro e a melhor dupla de zaga dentre as 32 seleções, além de outros dois excelentes zagueiros na reserva. Temos os dois melhores laterais direitos do mundo. Teremos um ou dois meia-atacantes que figuram entre os cinco melhores da atualidade (caso Dunga dê o braço a torcer e convoque Ronaldinho). E ainda contaremos com quatro bons atacantes. Mas será que isto basta para que Dunga abdique de contar com bons volantes...
Quando questionado há alguns meses do motivo de não convocar Ronaldinho para os jogos da seleção, Dunga foi taxativo: futebol é momento e Ronaldinho não vinha atravessando um bom momento. Dunga sentia-se obrigado a chamar sempre os jogadores que, naquele momento, estivessem em melhor forma. Mas, me pergundo, quais serão os motivos que levam o Dunga a convocar meia seleção que não vem atuando bem nos seus clubes e não convocar Ronaldinho, sequer para a reserva. Júlio Baptista amarga uma temporada inteira na reserva da Roma. Elano, joga pouco e em um time mediano. Felipe Melo vem oscilando entre péssimas e medianas apresentações. Doni é reserva na Roma, e de um brasileiro. E nem vou falar do medíocre Josué, que vem jogando e sendo regular no Wolfsburg, mas que não tem, para mim, condição nenhuma de jogar pelo Brasil. E do ainda garoto Ramires, que poderá se transformar em um bom volante daqui a quatro anos.
Se futebol é momento senhor Dunga, você está obrigado a convocar Ronaldinho.