domingo, 4 de julho de 2010

O que esperar do Brasil em 2014.

Por um lado foi até bom o Brasil cair fora, pena que não foi contra o super-ofensivo Chile, pois pode ser que retomemos a vontade de jogar em busca de gols (no plural). Queria muito ver a seleção jogando com o espírito da molecada santista, mas desde as derrotas de 82 e 86 que a canarinha tomou um rumo mais pragmático, mais objetivo, em suma, menos agradével e distante do sentimento natural da nação.
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Espero que assuma um treinador como Zico e que possa trabalhar em paz. E por 12 anos seguidos, não por 4 apenas. Ganhando ou perdendo.

As vantagens do futebol ofensivo.

A Argentina sofreu uma goleada e foi ovacionada na volta para casa, o Brasil perdeu por pouco e foi recebido com chutes e pedradas. Será que os Argentinos são loucos...
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A verdade é que jogar ofensivamente tem essas vantagens. Não é sempre que se pode vencer, é uma das regras do futebol, mas a derrota de um time que deu alegrias em partidas prévias é sempre menos amarga do que a derrota de uma equipe que, mesmo vencendo, não premiou a torcida com a satisfação de uma boa partida.
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Espero que daqui para frente o Brasil retome o seu bom e velho estilo de jogo, aquele que impressionou os Suecos em 58 e esteve presente na Canarinha até 86.

sábado, 3 de julho de 2010

Espanha jamais poderá se queixar da arbitragem.

Na Espanha se costuma culpar a arbitragem por todas as eliminações de Copas do Mundo. Desta vez a arbitragem foi o principal motivo de Espanha ter chegado a sua melhor colocação na história da competição. A Espanha não demonstrou a superioridade de sua equipe no terreno de jogo e precisou da ajuda da arbitragem para chegar as semi-finais. O diário Marca, afirma o contrário. Uma de suas manchetes diz que Espanha passou, mesmo sendo prejudicada. Esta postura da imprensa espanhola é corrigueira. Lá, os jornalistas são tão fanáticos que se tornam míopes, ou doidos.
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Quem assistiu a partida pôde ver um gol paraguaio mal anulado e uma invasão espanhola na cobrança do penalti defendido por Casillas. Neste momento, poderia estar 2x0 para o Paraguai e a Espanha prestes a arrumar as malas. O penalti sofrido por Villa foi, ainda, duvidoso. Decididamente a Espanha jamais poderá se queixar da arbitragem quando for eliminada.
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Em campo, Del Bosque insistiu em jogar com dois volantes defensivos, Xabi Alonso e Busquets. E como antes, faltou drible e objetividade. Fernando Torres continua jogando mal e deveria estar no banco. Sendo eu o treinador escalaria o meio com Xabi Alonso, Iniesta e Xavi. E formaria um trio de atacantes, com Villa, Llorente e Pedro ou Mata. Outra possibilidade era entrar com Xabi Alonso, Iniesta, Xavi e Cesc ou Silva no meio, com Villa e Llorente no ataque. A primeira opção tornaria a equipe mais equilibrada, a segunda deixaria em campo os melhores jogadores do elenco. Volto a repetir, é um tremendo erro de Del Bosque abdicar do "jogo bonito" praticado pela Espanha na Eurocopa.

Brasil X Holanda. Uma análise do jogo.

A Holanda vence, mas ainda não fez uma partida de campeão. Contra o Brasil não estava em campo seu melhor zagueiro, Mathijsen, único bom zagueiro da seleção holandesa. A primeira etapa holandesa pode ser resumida por uma palavra: medo. A Holanda temeu o Brasil, pois os primeiros dez minutos da seleção de Dunga, especialmente de Robinho, empurraram a Holanda para trás. Robben foi muito bem marcado por Michel Bastos e Juan na maioria das jogadas, e por toda a defesa brasileira em duas ocasiões de gol. Sneijder se movimentava bastante e conseguiu dar bons passes. Ofensivamente, era o único que jogava bem. Defensivamente merecem destaque Kuyt, De Jong e o goleiro Stekelenburg.
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A Holanda foi pressionada até os 25 minutos e poderia ter sofrido mais um gol. Por sorte, ou por faltar uma mentalidade mais ofensiva ao Brasil, o jogo começou a esfriar. Os últimos 20 minutos da primeira etapa foram mornos. No segundo tempo, os holandeses entraram sem medo, sabendo que poderiam vencer. A sorte estava do lado holandês, e de uma jogada banal saiu o empate. Após o empate, a Holanda tomou conta da partida, virou o jogo e perdeu a chance de golear. Duas coisas mercem ser apontadas neste time holandês. Primeiro, Van Persie não joga bem e já merece começar no banco de reservas. Segundo, falta mobilidade. Kuyt deveria abandonar a ala algumas vezes e se posicionar como centro-avante. Robben também. Os laterais precisam apoiar mais e Van Bommel surpreender como segundo atacante. A Holanda joga com uma certa cautela, para mim exagerada. Ela tem tudo para ousar, como vem fazendo a Alemanha.
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Dunga optou por Felipe Melo no meio de campo, engessando mais uma vez o time. Nos primeiros minutos, a mobilidade do time foi Robinho. Deu certo e o Brasil saiu na frente. Após o gol, o Brasil ainda teve mais duas chances para ampliar, contudo, deixou de pressionar e pareceu satisfeito com o resultado.
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No segundo tempo, tudo dava errado. O Brasil jogava o de sempre, engessado e aguardando um contra-ataque. A Holanda não deu esse contra-ataque tão esperado por Dunga. Mesmo perdendo, a Holanda manteve a cautela. A sorte não estava com o Brasil e o gol de empate saiu. Após o empate, Dunga não ousou. Era o momento, caso Dunga não fosse Dunga, de tirar Felipe Melo e dar entrada a Nilmar. Mas Dunga é coerente e nunca surpreende. O Brasil toma o segundo gol. Dunga segue sem fazer alterações. Felipe Melo, nervoso, é expulso. Qualquer substituição que o Brasil fizesse já não seria a ideal. Em todo caso, a melhor alternativa seguia sendo a entrada de Nilmar. O erro, se é que se pode denominar erro, visto que o perfil da nossa seleção é a cautela, foi tirar Luis Fabiano. Caso Dunga não fosse Dunga, o melhor seria arriscar e tirar Juan.
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Táticamente foi isso que aconteceu. Dois times engessados em campo. O Brasil mais plantado na defesa, a Holanda com mais jogadores no ataque. A sorte esteve presente e a Holanda, possivelmente por ter mais jogadores de qualidade, acabou vencendo o jogo. São coisas do futebol, mas eu adoraria ver o Brasil jogando como está jogando a Alemanha, sempre buscando o gol, durante os 90 minutos.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Me serve o consolo de ganhar o bolão.

Fui o único a apostar na Holanda e levei sozinho o prêmio do bolão. Claro que preferia ter perdido, desde que o Brasil não jogasse como vem jogando.
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Felipe Melo será o bode espiatório. Injustamente, sou obrigado a dizer. Todos, sem exceção, sabem que Felipe Melo é um pouco violento demais. E foi esta violência que o levou à seleção brasileira. Lembrem-se que fomos para a Guerra e não para um torneio de futebol. E de fato, Felipe Melo não jogou mal. Para falar a verdade, ninguém jogou mal no Brasil. É certo que ninguém foi extraordinário, mas todos jogaram mais ou menos o que sabem. Robinho, inclusive, começou o jogo como um verdadeiro craque. Se movimentou muito bem, driblou, fez jogadas de perigo e marcou seu gol.
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Os gols da Holanda não foram erros gritantes dos brasileiros. Foram lances que acontecem em uma partida de futebol. A sorte estava contra o Brasil. E ponto.
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É hora de parar de apontar um único jogador como o culpado, de parar de acreditar que o Brasil só perde para ele mesmo. O Brasil pedeu para um time que, possivelmente, será o campeão.
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Mesmo eu criticando a forma de jogar escolhida por Dunga, tenho plena convicção de que ele poderia ter sido campeão. A seleção brasileira não é um Dream Team. É e sempre será uma das favoritas, mas até hoje nunca apareceu um time ou uma seleção que fosse indiscutivelmente melhor que todas as demais. Assim como nunca existiu um jogador que fosse indiscutivelmente o melhor de todos.
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O pior, para mim, é perder jogando no estilo Dunga de jogar. Volto a afirmar, a probabilidade de se perder é exatamente a mesma quer se jogue atacando quer se jogue contra-atacando, quando se tem em mãos jogadores talentosos. Desta forma, é preferível arriscar, ousar, pressionar e escalar jogadores mais habilidosos, pois a derrota, quando acontecer, será mais doce. Prefiro perder como perdeu Telê.

E Viva o Uruguai!

Pelo menos quinhentos mil uruguaios subirão a pé a Cuchilla Grande. O país está em festa. E não era para menos. O Uruguai é um país com pouco mais de três milhões de habitantes e estar em semi-finais equivale a duas Copas ganhadas pelo Brasil. Um feito.
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Forlán merece destaque, pois mesmo fora de posição atua com muita elegância. Suárez, artilheiro do time, entrará para a história. Não tanto por seus gols, mas por sua defesa providencial no último lance da partida. Expulso, não jogará contra a Holanda, mas ainda restará uma partida e a satisfação de ter feito o possível.
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Possivelmente nem os uruguais esperem por uma vitória diante da Holanda, mas quem sabe a sorte não está reservando algo mais para a Celeste...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Crise de abstinencia.

Segundo dia sem jogos da Copa do Mundo e já me doi a cabeça. Havia programado não assistir televisão durante estes dois dias. Separei "Breve História de Quase Tudo" de Bill Bryson para ler, mas não consegui. O vício é tenebroso. Na quinta página a dor de cabeça aumentou. Sou forte, pensei. Li mais duas páginas, mas foi como se estivesse lendo em uma língua estranha. Em minha cabeça só imagens da Copa conseguiam se formar. Fui tomar um banho frio para retomar a leitura. Dez minutos no chuveiro seriam suficientes. Na dúvida, passei quinze. Voltei para o livro. Um excelente livro, diga-se de passagem. Reli as duas páginas mal entendidas e... desisti. A cabeça voltou a doer. Não tenho culpa, me conformei. Peguei alguns filmes que tenho com jogos de Copas passadas, sentei no sofá, abri uma cerveja e estou assistindo. Golaço de Falcão.