sábado, 17 de julho de 2010

Volta o Brasileirão.

Gritamos, sorrimos, esperamos, nos decepcionamos, meditamos, nos consolamos. Acabou a Copa, mas já começamos a pensar na próxima. Será que teremos o mesmo enredo? Sempre pensamos: a próxima será diferente. E será, mesmo que não cheguemos à final. Pois será aqui. E será a primeira para 99,9% dos brasileiros. Até lá, muito futebol vai rolar. São quatro Brasileirões e Libertadores. Sulamericana, Copa dos Campeões, Mundial de Clubes, Eurocopa e Copa América. Sem falar do Torneio da Uva e do Paulistinha. Ou seja, até lá, teremos que dividir as nossas atenções com mais futebol.
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Agora, a bola da vez é o retorno do Brasileirão. Retorno não, recomeço. Foram tantas contratações que já não é o mesmo torneio. Quem era favorito, deixará de ser. E quem estava por baixo, poderá subir. Possivelmente, Santos e Flamengo serão os mais prejudicados. Internacional, Palmeiras, Atlético e Fluminense, os mais beneficiados. Grêmio, São Paulo, Corinthians e Cruzeiro continuam com os mesmos bons times que tinham. Como acaba de recomeçar, ainda é cedo para apontar os favoritos. Esperemos o fim das contratações. Tem Valdívia para chegar no Palmeiras, Deco para o Fluminense, Ronaldinho para o Flamengo... e quem sabe o Felipe Melo não aparece para reforçar o Corinthians.
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Torço para que nem Ganso, nem Neymar saiam do Santos. Sendo eu o conselheiro deles, diria que o melhor seria ficar até depois da próxima Copa. São bons jogadores, mas correm sérios riscos de se perderem no banco de uma grande equipe como o Madrid, ou no frio de uma fraca equipe da Ucrânia. Mas o dinheiro fala mais alto. Azar.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Idéias para melhorar o futebol.

Em 1950 a média de altura dos goleiros não chegava a 1,80m e os 7,32m da meta eram uma imensidão, difícil de proteger. Imaginem que em 1950, com um futebol ainda amador, só era goleiro quem não levava jeito para nada e não era o dono da bola. Ou seja, o jogo de futebol raramente ficava no zero. Lev Iashin entrou para história, possivelmente, por medir 1,89m. Era um gigante, quando comparado a outros goleiros.
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Os 120m de comprimento, naquela época, faziam com que arrancar desde a defesa ao ataque para surpreender o adversário significasse cinco minutos parado para recuperar o fôlego. Mais da metade dos jogadores bebia na noite anterior a partida, fumava minutos antes do início e não era permitido substituições durante. Ou seja, o jogo de futebol raramente ficava no zero, pois como no segundo tempo as pernas já não eram as mesmas, as ocasiões eram mais frequentes.
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Em suma, os jogadores se tornaram atletas, os goleiros cresceram e já são tão valorizados quanto qualquer outro jogador (tenho três primos pequenos que sonham em ser Júlio César), as táticas são fielmente executadas e estudadas, mas as regras do futebol são praticamente as mesmas. Se mudaram os atores, porque não ocorreu uma adaptação das regras? Imaginem se a altura da rede de vôlei continuasse medindo 1,98m como na época de sua criação...
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Pois bem, para que o futebol se torne mais atrativo, é necessário um upgrade em suas regras. E é isso o que faremos aqui, discutir sobre quais mudanças fariam com que o futebol encante e emocione mais àqueles que, como eu, não tem nada melhor a fazer do que ver futebol.
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Algumas possibilidades:
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1. Eliminar a barreira. Desta maneira as faltas próximas da área seriam claras ocasiões de gol.
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2. Abolir o carrinho. Além de preservar os jogadores, faria com que o drible fosse algo mais fácil. De quebra, aqueles zagueiros perebas que só sabem dar carrinhos não jogariam mais futebol.
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3. Punir com tiro direto a equipe que extrapole um determinado número de faltas por tempo, por exemplo, cinco faltas. É o que já ocorre no futsal ou no basquete. Sairiam mais gols e jogadores habilidosos seriam mais frequentes em campo.
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4. Aumentar o número de árbitros em campo, principalmente para marcar as faltas próximas da área com uma maior segurança. Desta forma, diminuiriam os agarrões dentro da área ou seriam marcados penaltis frequentemente.
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5. O jogo poderia ser jogado por 10 jogadores de cada lado. Mais espaços em campo.
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6. Aumentar um pouco o tamanho da meta. Mais gols.
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7. Rever a regra do impedimento. Por exemplo, não punir a jogada quando a zaga sai em disparada para deixar o atacante impedido, ao invés de buscar arrebatar a bola do adversário.
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Pois bem, estas são algumas sugestões. Como disse no início, devemos começar um debate. Quem já pensou em alguma coisa ou discorda de alguma das mudanças, favor comentar. Ricardo Teixeira costuma dar uma olhadinha no blog e poderá porpôr alguma ao comitê, assim que for eleito presidente da FIFA.

domingo, 11 de julho de 2010

Viva Espanha!

Numa final sem muito brilho e equilibradíssima, a Espanha levou a melhor. Será que a Holanda está fadada a morrer na praia?
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Faltou ousadia para ambas equipes. Aparentemente, Espanha e Holanda estavam mais preocupadas em não perder do que em vencer. Poucas vezes vimos uma das equipes atacar com mais de cinco jogadores, ninguém queria dar o primeiro passo e correr riscos. Quem perdeu foi o público. O jogo acabou sendo muito violento e pouco vistoso. Até quando seremos obrigados a ver jogos tão sem graça em uma final de Copa? Como podem duas excelentes equipes não divertirem o público? Boa parte da culpa tem a regra do futebol, mas outra parte considerável reside na exaltação do resultado. Quando o resultado está por cima do próprio futebol, o espetáculo corre sérios riscos de se tornar enfadonho.
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O jogo foi equilibrado e qualquer um poderia sair com a vitória. A Espanha, taticamente, jogou um pouco melhor. O erro maior do treinador holandês foi apostar por Van Persie como centro-avante. O atacante do Arsenal, assim como Fernando Torres, não brilhou nesta Copa, mas ao contrário do espanhol, jamais deixou a titularidade. Será que o treinador holandês foi obrigado por contrato a escalar Van Persie? Neste jogo em particular, Van Persie não fez nenhuma jogada, mas jogou até o final. Algo passa...
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Pois bem, a melhor seleção espanhola da história venceu a melhor seleção holandesa dos últimos 20 anos. Sneijder demonstrou que é um dos melhores jogadores do mundo. Messi, apesar de não marcar, demonstrou que é um craque. A Alemanha demonstrou que se pode vencer sem cabeça de área e jogando ofensivamente. O Uruguai demonstrou que a sorte faz parte de uma Copa. Dunga demonstrou que futebol não tem nada a ver com guerra. E o polvo demonstrou que existem mais coisas entre o céu e a terra do que julga a minha parca filosofia.
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Acaba a Copa, mas não o blog. Seguiremos acompanhando de perto o que rola pelo mundo da bola. Agora, mais sábio, abandonarei mãe Selma e meu pai de santo, e me consultarei com o octopoda advinho.

Seleção da Copa.

Eis a seleção da Copa do Mundo de 2010.
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Sketelenburg (Holanda)
Maicon (Brasil)
Lúcio (Brasil)
Puyol (Espanha)
Fucile (Uruguai)
Schweinsteiger (Alemanha)
Xavi (Espanha)
Sneijder (Holanda)
Forlán (Uruguai)
Messi (Argentina)
Villa (Espanha)
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Gostaram?

sábado, 10 de julho de 2010

Chegou o dia.

Espanha e Holanda não são como o Brasil. Aqui, de nada vale chegar à final e perder. Lá, ser finalista já é um honra. E a questão não é de títulos, pois a Alemanha também valoriza sua seleção quando chega à uma final. Devemos repensar esse comportamento.
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Desde o primeiro dia apontei a Holanda como a mais capacitada para levar o título. Ao seu lado estavam Espanha, Brasil e Inglaterra. A Inglaterra foi irreconhecível. O Brasil jogou como o previsto. E Holanda e Espanha, apesar de não estarem jogando tão ofensivamente como prometiam, chegam com mérito à final. Ainda acredito que a Holanda leva uma pontinha de vantagem, pois possui jogadores com estilos bastante diferentes, que podem chamar o jogo para sí, caso seja necessário. Na Espanha, falta um driblador, como Robben e um bom cabeceador, como Kuyt. Desta maneira, ou seu jogo encaixa, ou será difícil driblar as dificuldades. Não tem muito como alterar o esquema.
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A surpresa desta Copa foi, indiscutivelmente, a Alemanha. Ninguém esperava que as jovens promessas se saíssem tão bem, nem que Klose estivesse tão fino com o gol. O Uruguai foi a zebra. Jogou bem, mas deve sua classificação mais a sorte que a qualidade do elenco.
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Amanhã tudo estará terminado e nós brasileiros já estaremos pensando em 2014. Espero que o próximo treinador adote um estilo de jogo mais de acordo com o sentimento da nação. O melhor treinador brasileiro é, sem dúvida, Luxemburgo, mas as marcas que deixou em sua anterior passagem podem o ter marcado de por vida. É certo que uma pessoa pode mudar, mas será muito difícil para ele. Um bom nome é o de Zico, mas ele tem alguns problemas com Ricardo Teixeira e dificilmente será o treinador. Dos nomes que estão nos jornais, o melhor é Leonardo. Todos os outros são retranqueiros.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O pior jogo da Holanda.

O Uruguai deu azar, pois poderia ter vencido a Holanda. As ausências de Lugano e Suárez, além da lesão de Forlán que o fez jogar menos do que poderia, deram uma boa vantagem a Holanda, que fez o pior jogo dos últimos quatro anos.
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A Holanda estava irreconhecível, muitos erros de passes, nervosismo e pouca objetividade. Van Persie segue jogando mal e deveria, ou voltar a sua posição original ou ir para o banco. Ele não sabe jogar de costas para a defesa e isto pode estar interferindo em seu rendimento até quando encara o oponente de frente.
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O Uruguai, sem Suárez, ficou ainda mais lento e sem contra-ataque. Forlán teve que ocupar a posição de centro-avante e deixou o meio sem criatividade. Falta ao Uruguai um Sneijder. Ainda assim, o Uruguai jogou bem e assustou a favoritíssima Holanda. Palmas para este encantador país do lado de cá do La Plata.
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Não deu para nossos hermanos, pois do outro lado, mesmo jogando mal, a Holanda contava com Robben e Sneijder, o melhor jogador da Copa (possivelmente será eleito o melhor do mundo pela FIFA). Para ser campeã, a Holanda precisa jogar mais. E é isso que espero.

domingo, 4 de julho de 2010

Alemanha X Espanha.

A Espanha confirma seu favoritismo e chega às semi-finais. Como eu acreditava que o Brasil terminaria em segundo do grupo e enfrentaria a Espanha nas oitavas, eliminando a Fúria da competição, errei o bolão inicial. Ainda assim, duas das quatro favoritas ao título, segundo minha prematura análise, estão nas semis, Holanda e Espanha. E talvez seja esta a final da Copa.
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A Espanha tem um dos melhores elencos, mas peca em três pontos. Primeiro, Fernando Torres não joga bem, está muito abaixo do esperado e é uma das causas da escassez de gols da seleção espanhola. Segundo, Del Bosque optou por fortalecer a defesa ao jogar com dois volantes defensivos, mas isto fez com que o time perdesse o glamour que consquistou nos quatro anos anteriores. E terceiro, Puyol e Capdevila perderam em vigor físico, Sergio Ramos continua uma lástima na marcação e Casillas continua rebotando todas as bolas. Contra a Alemanha precisa de uma boa atuação de Torres e mais habilidade no meio. Como Casillas é um Deus para os jornalistas espanhóis é impossível cogitar deixá-lo no banco.
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A Alemanha santista, assim como os meninos da vila, encanta o mundo do futebol. O time, individualmente, não é lá grande coisa. Muitos acharão isto um absurdo, mas é a pura verdade. Klose é um sujeito inteligente, mas pouco dado com a bola. Muller também é muito inteligente, mas um tanto desengonçado, talvez por ainda estar em fase de crescimento. Ozil é um quase-craque, mas falta pontaria e maturidade. Podolsky tem um pé mais torto do que o de Robinho. A defesa é uma das mais fracas da história alemã. E o goleiro é bonzinho, mas não se compara ao mal humorado Kahn. A única peça da engrenagem que, individualmente, está entre os melhores do mundo é o reconvertido Schweinsteiger, que de meia mascarado se transformou em um volante completo, ao bom estilo Falcão, muito em falta no mercado dos boleros brasileiros.
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Duas coisas merecem ser apontadas nesta seleção. Primeira, a situação anímica do elenco é excepcional. Segundo, a ousadia do excelente treinador está sendo recompensada. Ao perceber que não contava com bons defensores, Low apostou por atacar e pressionar. É sem dúvida o melhor treinador dos últimos cinco mundiais. A Alemanha não para de se movimentar, nenhum dos jogadores do meio para frente joga fixo em uma faixa do campo. Schweinsteiger é o que mais guarda uma posição, mas, mesmo assim, se movimenta mais do que Felipe Melo e Gilberto Silva juntos. A ousadia e a movimentação são a chave desta encantadora Alemanha.
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Já disse em outras oportunidades, pelo bem do futebol seria bom que a Alemanha se sagrasse campeã. O jogo contra a Espanha não terá favoritos. Apesar do melhor elenco espanhol, a atitude empregada pela Alemanha durante todos os jogos pode continuar trazendo bons frutos. E esta é a minha torcida.