quarta-feira, 4 de maio de 2011

Fora Mourinho!

Há muito defendo a tese de que são igauais as chances de se vencer jogando bonito ou jogando feio, mas há uma tendência fortíssima a acreditar que é mais fácil vencer jogando na retranca. Tanto é assim que os treinadores mais badalados são, em sua maioria, aqueles que optam por uma postura mais cautelosa. Muricy aqui no Brasil e Mourinho na Europa.


A derrota do Madrid faz um bem enorme ao futebol. Ajuda a romper com a idéia de que mais vale o título ao jogo bonito. Colocado assim, transparece que jogar bonito não trás títulos. E é isso que o Barça está contradizendo.


O Real Madrid deve imitar o estilo do Barça e não buscar derrotá-lo jogando de maneira contrária. O Madrid tem em sua história esse gene ofensivo. Sempre foi o time que buscou jogar bonito. Que isso seja retomado o quanto antes.


Fora Mourinho!

Os 6 do Brasileirão

O Brasil cresce, o futebol agradece. O campeonato brasileiro está mais organizado e os pontos corridos obrigam os times a planejarem melhor. Daqui a pouco, apenas seis times entrarão no Brasileirão como favoritos. Anotem isso.


E quais serão esses seis grandes? Tudo vai depender da capacidade de organização nestes próximos oito anos. A partir de 2020 tudo estará menos flexível. Time grande será time grande, time pequeno terá poucas chances. Assim como acontece na Europa, acontecerá no Brasil.


Isso é algo normal em uma nação que começa a envelhecer. Já não ouviremos histórias como a de Silvio Santos ou José Alencar. Filho de rico será rico, filho de pobre será pobre. Apenas a loteria, a música popular e o esporte farão com que alguém saia do patamar inferior para o superior. A economia e a política fecharão as portas para as surpresas.


E o futebol está ligado diretamente à economia. Quanto mais rico, maior o patrocínio. Abre-se o abismo entre ricos e pobres no futebol. E não há grandes possibilidades de o futebol brasileiro contar com mais de seis ou sete clubes grandes.


Volta a pergunta, quais os possíveis seis grandes?


Um gaucho, um mineiro, dois cariocas e dois ou três paulistas.


Em Porto Alegre a briga é boa, mas o Inter tem uma ligeira vantagem. Nos últimos dez anos, ganhou sete campeonatos gauchos, duas libertadores e uma sulamericana. Fez uma final da Copa do Brasil e esteve quase sempre estre os seis melhores do Brasileirão. O Gêmio só levou três gauchos e fez uma final de libertadores. De quebra, caiu para a segundona em 2004. É certo que de 2006 pra cá vem fazendo boas campanhas no Brasileirão.


Em BH vai dar Cruzeiro. Não tem como comparar os últimos dez anos do Cruzeiro com os últimos dez do Atlético. Campeão Brasileiro, da Copa do Brasil e supremacia no mineiro, o Cruzeiro ainda é clube constante na Libertadores. Já o Galo, só levou dois estaduais nos últimos dez anos. E assim como o Grêmio, caiu para a segundona.


No Rio, todos os times estão com dívidas até o pescoço, mas Flamengo e Fluminense devem ser os sobreviventes. O Flamengo por ser uma das maiores marcas do futebol mundial e o Fluminense por ter na Unimed um parceiro forte. Além disso, o Fla-Flu é o mais charmoso dos clássicos nacionais.


Quando olhamos os últimos dez anos vemos que Vasco e Botafogo já estão em uma queda, aparentemente, sem volta. O Vasco foi campeão carioca uma vez e, no mais, só vexame. Imagino que os torcedores vascaínos vão lembrar por décadas aquele grande Vasco de 97-00. E os botafoguenses continuarão lembrando dos tempos do Mané. Já a dupla Fla-Flu, levou um brasileiro e uma copa do brasil cada. O Flamengo dominou o carioca e o Fluminense vem beliscando a América.


Em Sampa, o São Paulo é o mais organizado e rico. Corinthians é o time das massas. Santos tem a marca Pelé. E Palmeiras, bem, o Palmeiras tem...


O São Paulo tem vaga garantida na elite de 2020. Nem precisa dizer os motivos. Corinthians, Santos e Palmeiras vão se bater pela outra vaga. O Santos tem estirpe e vem montando bons times, mas tem a menor torcida dos quatro grandes paulistas. O Palmeiras vem, assim como o Vasco da Gama e o Atlético Mineiro, "trabalhando" para ser pequeno. E parece estar conseguindo. Então, caso o número de grandes fique em seis, aposto em São Paulo e Corinthians. Caso entre mais um paulista, a briga vai ser boa.


Daqui a oito anos vocês poderão dizer se eu tinha razão. Anotem isso.

sábado, 30 de abril de 2011

Fluminense: presente e futuro.

O Fluminense está se acostumando a fazer o impossível. E isto não é um bom sinal para um time que quer ser grande. Em todo caso, continuo acreditando que o Fluminense tem um bom time e pode chegar longe tanto na Libertadores quanto no Brasileirão. Deco deve retomar o bom futebol e Diogo, em breve, voltará à forma física ideal. E aí, como fica o onze?

Sem dúvida, Deco em forma não pode ficar na reserva. Deco é o jogador que todo time precisa. É o Ganso do Fluminense. Marquinho não é substituto de Deco, não faz a mesma função. Marquinho deve brigar por uma vaga com Diogo e Diguinho.

E Valencia? Valencia, para mim, é o tipo do jogador que um clube grande precisa ter no banco. Nunca como titular. É voluntarioso, veloz e incansável. Mas futebol é bem mais do que isso. É um bom jogador para um período determinado da partida. O mesmo penso de Willians do Flamengo. A menos que o treinador tenha no elenco dois laterais que joguem como ponta e avancem simultaneamente, este "zagueiro avançado" não deve ser titular.

E a dupla Fred-Rafael Moura, funciona? Depende. Depende da qualidade do meio de campo e de como a equipe vai jogar. Se a opção for o toque curto, não. Se a opção for os cruzamentos e lançamentos, sim. Para um Fluminense com Diguinho, Marquinho Deco e Conca no meio, melhor seria optar por Araújo.

O time ideal, então, seria: Berna; Mariano, Euzébio, Gum (Edinho), Carlinhos (Júlio César); Diguinho (Diogo), Marquinho e Deco; Conca, Araújo e Fred. E uma excelente contratação seria Nilmar.

Real Madrid: presente e futuro.

Já não entendo nada. O Real Madrid venceu a Copa e todos defenderam o estilo ganhador de Mourinho. E o pior, criticaram o estilo de jogo do Barcelona, muito tique-taca e pouca conclusão. Agora, com a derrota em casa por 0x2, muda tudo outra vez. Esta inconstância dos meios de informação no futebol é algo que precisa ser revisto.

Vamos fazer uma lei: um comentarista deve ser obrigado a sustentar a sua opinião por pelo menos 15 dias. Quando vejo um pseudo-comentarista dar pitacos depois dos jogos, em função do resultado, sei que este não entende patavinas de futebol. E já não leio as suas matérias.

Afinal, o Barcelona é melhor do que o Madrid? O Madrid, para mim, deveria ser o campeão do Espanhol, pois possui mais elenco. Por sorte, o Barcelona teve pouquíssimas lesões. Mas quando comparamos o "onze de gala", o Barcelona é melhor? Nem tanto, quase nada.

Os goleiros são iguais. Ninguém me convence de que Casillas é melhor do que Fábio ou Vítor. A dupla de zaga também é parelha. Zaga da Espanha no Barça e zaga portuguesa no Madrid. Daí pra frente há uma pequena vantagem para o Barcelona, mas, acima de tudo, pela opção defensiva de Mourinho.

Xabi Alonso (MAD) é melhor do que Busquets (BCN). Di Maria (MAD) é melhor do que Pedro (BCN). Villa e Messi são melhores do que Cristiano e Higuaín. Então estamos empatados. Até aqui os dois times são praticamente iguais. Mas só até aqui.

Os dois laterais do Barcelona tem qualidades de ponta. No Madrid, só Marcelo. Sergio Ramos é um famoso jogador limitado. Seu ponto forte é o cabeceio e o vigor físico, e só.

E, principalmente, o Barcelona conta com dois ótimos armadores, Xavi e Iniesta. E o Madrid, em contrapartida, joga com o jovem e prometedor Ozil e um cabeça de bagre qualquer. Aqui o Madrid perde feio. Que falta faz o Sneijder... E que bom seria a contratação de Ganso.

Com tanto dinheiro não seria melhor o Madrid imitar o estilo do Barcelona? Parece óbvio. E, possivelmente, acontecerá isso. Mourinho parece ter seus dias contados na capital espanhola. A menos que vença a Copa dos Campeões.

O Real Madrid precisa contratar um bom lateral direito (Lahn ou Maicon) e um grande armador, como Ganso. E se tiver fôlego, Aguero e Thiago Silva. E poderia se desfazer de um ou dois atacantes.

Assim, teríamos o seguinte Madrid na próxima temporada: Casillas; Lahn, Ricardo Carvalho, Thiago Silva e Marcelo; Xabi Alonso, Ganso e Ozil (Kaká); Cristiano, Di Maria e Aguero. Será que parava o Barça? Possivelmente não.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Alex, o injustiçado.

Mais uma brilhante campanha de Alex na Turquia e ele não é lembrado pela Seleção.

Alex é o artilheiro da competição e o jogador que mais deu assistências. Em 24 partidas ele marcou nada menos do que 19 gols e deu 10 assistências.


Eu me pergunto se existe algum outro jogador brasileiro com melhores números.

Alex é o jogador mais injustiçado que se teve notícia. Deveria ter disputado, pelo menos, duas Copas. Ele seria o meu camisa 10 nas Copas de 1998, 2002, 2006 e 2010. Espero que com Ganso não cometamos a mesma injustiça.

Abre o olho Mano.

Essa não é a Seleção que quero ver. Decididamente estou frustrado com o Mano. Mano está seguindo os passos de Dunga e Parreira.

Contra a fraca seleção da Eescócia, o Brasil optou pela cautela. Mais uma vez Mano jogou para não tomar gols.

O meio de campo com Lucas, Ramires e Elano não é capaz de oferecer perigo a nenhuma seleção de nível. Nenhum dos três é um organizador. E Ramires é, apenas, um marcador veloz. Por que não deixá-lo no banco...

Temos a melhor defesa do mundo, excelentes laterais, mas do meio para frente ainda não estamos seguros. Ainda precisamos encontrar uma dupla de ataque comparável a "Bebeto e Romário" ou "Rivaldo e Ronaldo". Está difícil. Acredito que Neymar tem tudo para virar um top, mas, ainda assim, faltará o parceiro ideal.

No meio, já criamos uma dependência de Ganso. Não jogando ganso ou jogando mal, seremos limitados.

Pergunto se não existe nenhum outro jogador brasileiro capaz de fazer as funções de organizador, mesmo que sem a elegância de Ganso ou sem o preparo físico adequado. E se não seria melhor taticamente jogar com este jogador a jogar com o bom e veloz marcador Ramires.

Eu acredito que sim. A escalação ideal para o meio de campo do Brasil é: Lucas, Elano (ou Renato Augusto ou Anderson...), Ganso e Robinho.

Ramires, Elias e similares deveriam jogar apenas contra adversários mais duros, na vaga de Elano, ou se nós tivéssemos um frente de zaga como Schweinsteiger.

Não jogando Ganso, deveríamos pensar em Alex (mesmo com 33 anos) ou Diego, ou Douglas (mesmo não sendo jogadores top).

Para a vaga de Robinho temos Lucas, que vem se firmando, e Kaká.

Abre o olho Mano, pois com esta mentalidade você dificilmente entrará para a história do futebol brasileiro.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Adeus Muricy.

Acho que só eu e a diretoria do São Paulo não vamos com a cara do Muricy. Já disse em outras postagens que o título do Fluminense no ano passado tem pouco do dedo de Muricy.
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Muricy é mais um treinador brasileiro formado na "Faculdade Parreira de Futebol". Um excelente motivador, um bom agregador, mas um péssimo técnico-tático. Um retranqueiro de marca maior. E eu detesto retranqueiros.
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Foi em boa hora. Mas por que razão? A falta de estrutura parece ser uma desculpa esfarrapada. Talvez o medo de ser eliminado da libertadores em uma das chaves mais fáceis seja algo mais plausível. Seja como for, já não me interessa.
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E pelo amor de Deus, que o Santos não o contrate.
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Veremos quem o Fluminense contrata. Espero que seja alguém que faça Edinho jogar de zagueiro, que coloque dois meias e três atacantes.
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Quanto ao Fla-Flu, foi assim assim. Muricy entrou com medo. Sem Deco, deveria optar por jogar com Araújo, Emerson e Rafael juntos. Ou, pelo menos Souza. O flamengo, por sua vez, tem um elenco limitado. Não tem como Luxemburgo fazer milagre.
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Com Maldonado, Willians e Renato não tem como o Flamengo ter uma boa armação. O Flamengo precisa contratar Renato Augusto, Henrique (Cruzeiro) ou Anderson (Manchester). Taí, Anderson seria o jogador perfeito para o Flamengo. Um volante que sabe armar, sabe jogar em espaços curtos.
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E eu defendo ainda o Luxemburgo quando ele opta por escalar o Ronaldinho mais perto da área. Acho que, hoje, é a faixa de campo ideal para seu estilo de jogo. Nós devemos parar de querer que o Ronaldinho faça sempre grandes lançamentos e dribles. Ele já não é o mesmo jogador. Não tem a arrancada de antes. Ficou forte. Trocou a velocidade pela força.
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Isso não significa que ele esteja acabado ou que não seja um dos melhores do mundo. Significa apenas que deve adaptar seu jogo ao seu físico. E é isso que Luxemburgo pretende. Fazer com que ele precise se movimentar menos, que jogue um pouco de costas, que faça gols de cabeça, que segure dois zagueiros, em suma, que troque o meio pelo ataque.
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Ronaldinho é um dos melhores cabeceadores do mundo. É um dos poucos jogadores que sabem fazer bem o pivô. Ainda dribla bem e chuta forte. Por que não ser centro-avante?