quarta-feira, 28 de julho de 2010

Finais de quarta.

É uma vergonha. O São Paulo, mesmo com um elenco forte e condições de contratar mais algum excelente jogador, joga como timinho, buscando não levar gols ou perder de pouco. Esperançoso por um golzinho salvador, de cabeça... ou contra. Tanto faz. Até quando, meu Deus? Até quando o São Paulo terá essa postura em campo?
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O Inter jogou bem, perdeu muitos gols e o resultado acabou sendo magro.
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Mas quem perdeu muitos gols mesmo foi o Santos. A partida foi incrivelmente fácil, mas o Santos não soube aproveitar. Neymar perdeu um penalti vergonhoso, mas Marquinhos, de falta, deu uma boa vantagem para o Santos.
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Taticamente, o Vitória sentiu falta de Nino, lateral direito. Misticamente, o diabo loiro não jogou. Volto a repetir o que já disse, este é um dos piores times, individualmente, que o Vitória já teve, mas, caso o Diabo jogue a partida de volta, será campeão. Não que Junior seja melhor do que Schwenk, não é, mas contra santos é uma arma fundamental.
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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sobre a lista de Mano.

Pelo menos no discurso Mano aponta para uma melhora. Os convocados são nascidos, em sua maioria, em 1986/1987. É certo que jogadores como Maicon, Kaká e Júlio César não devem ficar de fora por muito tempo, mas o ciclo da excelente defesa (Lúcio, Juan e Gilberto Silva) deve mesmo ter ficado para trás. A sorte é que contamos com novos bons zagueiros, como Thiago Silva e David Luiz.
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Quem poderia ter sido convocado e não foi? O principal nome, para mim, foi o de Fred. Fred é tão bom ou melhor do que Luis Fabiano e tem três anos menos, o que o credencia a ser o novo número 9 da Seleção. Outros nomes que poderiam estar nesta lista: Nilmar (84), Anderson (88), volante do Manchester United, Diego Souza (85) e Íbson (83). Diego Souza deveria atuar como primeiro volante. Absurdo? Não acredito. Ele tem todas as características de um bom primeiro volante no esquema que, possivelmente, será adotado por Mano, o 4-2-3-1. Forte, com boa arrancada, visão de jogo e remate. Diego Souza, caso jogasse como volante, estaria sim entre os convocáveis, disputando vaga com Lucas. Já Íbson e Anderson seriam boas opções para segundo volante, assim como Hernanes e Ramires.
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Outros nomes que poderão aparecer, mas que ainda não estão entre os melhores: Breno (89), Miranda (84), Henrique (85), Renato Augusto (88), Thiago Neves (85) Keirrison (88), Jô (87), Sóbis (85), Thiago Ribeiro (86) e Kléber Gladiador (83).
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Com esta lista, qual o time ideal? Partindo do esquema adotado por Mano eu armaria assim:
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Victor;
Daniel, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo;
Lucas e Ramires;
Robinho, Ganso e... Carlos Eduardo, Tardelli, Pato ou Neymar;
Tardelli, Pato ou Neymar.
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Muita água vai rolar e muitos nomes ainda aparecerão. Vale lembrar, Zidane, Romário, Rivaldo etc jogaram muito bem com 34 anos e nunca um treinador pode abrir mão de um jogador que hoje tenha 30 anos por imaginar que daqui a 4 anos ele estará jogando mal. Desta forma, nomes como Kaká, Maicon e até Ronaldinho deverão ser levados em conta. Nenhuma seleção vence ou perde uma Copa do Mundo por sua média de idade elevada ou muito jovem.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Mais do mesmo...

A CBF anunciou o novo treinador: Muricy Ramalho. O que muda com a chegada dele? Nada, praticamente nada. O Brasil continuará jogando um futebol burocrático e deverá contar com a individualidade e genialidade de alguns jogadores. Caso não apareça nenhum gênio da bola, seremos obrigados a ver jogos apertados, com poucas jogadas ofensivas, mas um grande aproveitamento nas bolas paradas e contra-ataques. Muito pouco para uma Seleção Brasileira, mas o suficiente para disputar uma final. Azar do futebol.
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Fora Luxemburgo e Zico, não existem treinadores ofensivos no Brasil, com o perfil de selecionadores nacionais. O primeiro acabou com suas chances de treinar a Seleção com os escândalos da anterior passagem. O segundo, possivelmente, não se submeterá às exigências de Ricardo Teixeira, presidente vitalício da CBF. Os demais nomes aventados são, em linhas gerais, cópias de Muricy. Azar para o futebol.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Vitória X São Paulo

Fui ao Barradão para saber como andam Vitória e São Paulo. O Vitória fará mais uma final em sua história e terá que contar com a sorte para conseguir o tão sonhado título nacional. O time é, individualmente, pior do que o Santos. Não conta com um craque, como em outros tempos (Edilson, Bebeto, Petkovic, Ramón). Não temos como apontar o melhor jogador do elenco: é um conjunto uniforme de jogadores regulares. Na partida, o destaque foi para o lateral direito, Nino Paraíba, que conseguiu neutralizar Dagoberto e ainda fez boas jogadas ofensivas. Chego a dizer que este é, individualmente, um dos piores times dos últimos 20 anos. Então, acredito que este será o ano em que o Vitória será campeão. Contradição? Não, intuição.
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O São Paulo é, dos times brasileiros, o que mais se parece à Seleção de Dunga. Um bom time, sem brilho, sem camisa 10, sem futebol e com o foco apenas nos resultados. É, assim como o Brasil, um dos favoritos ao título do Brasileirão e, também, da Libertadores. Me impressiona muito como um time tão rico e organizado pode jogar tão feio. O time joga com três zagueiros, um zagueiro (o careca do Santos) jogando como primeiro volante, um volante fazendo de armador, dois atacantes velozes e Fernandão. Os laterais pouco avançam, mais preocupados em marcar, coisa que não são espertos. Jogando mais ou menos dessa forma, o São Paulo ganhou três Brasileiros. Sem contagiar, mas com disciplina e gols de cabeça. Azar para o esporte.
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Ainda é cedo para apontar um favorito ao título do Brasileiro, mas o Fluminense, caso a chegada de Deco seja uma verdade, terá todas as credenciais para sagrar-se campeão. O Corinthians, atual líder, precisa de um centro-avante. Ronaldo, como se mostrou na partida organizada por Deco, nunca esteve tão gordo. Num primeiro instante imaginei que fosse Rivelino, mas vi que o craque de 70 está em melhor forma.

sábado, 17 de julho de 2010

Volta o Brasileirão.

Gritamos, sorrimos, esperamos, nos decepcionamos, meditamos, nos consolamos. Acabou a Copa, mas já começamos a pensar na próxima. Será que teremos o mesmo enredo? Sempre pensamos: a próxima será diferente. E será, mesmo que não cheguemos à final. Pois será aqui. E será a primeira para 99,9% dos brasileiros. Até lá, muito futebol vai rolar. São quatro Brasileirões e Libertadores. Sulamericana, Copa dos Campeões, Mundial de Clubes, Eurocopa e Copa América. Sem falar do Torneio da Uva e do Paulistinha. Ou seja, até lá, teremos que dividir as nossas atenções com mais futebol.
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Agora, a bola da vez é o retorno do Brasileirão. Retorno não, recomeço. Foram tantas contratações que já não é o mesmo torneio. Quem era favorito, deixará de ser. E quem estava por baixo, poderá subir. Possivelmente, Santos e Flamengo serão os mais prejudicados. Internacional, Palmeiras, Atlético e Fluminense, os mais beneficiados. Grêmio, São Paulo, Corinthians e Cruzeiro continuam com os mesmos bons times que tinham. Como acaba de recomeçar, ainda é cedo para apontar os favoritos. Esperemos o fim das contratações. Tem Valdívia para chegar no Palmeiras, Deco para o Fluminense, Ronaldinho para o Flamengo... e quem sabe o Felipe Melo não aparece para reforçar o Corinthians.
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Torço para que nem Ganso, nem Neymar saiam do Santos. Sendo eu o conselheiro deles, diria que o melhor seria ficar até depois da próxima Copa. São bons jogadores, mas correm sérios riscos de se perderem no banco de uma grande equipe como o Madrid, ou no frio de uma fraca equipe da Ucrânia. Mas o dinheiro fala mais alto. Azar.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Idéias para melhorar o futebol.

Em 1950 a média de altura dos goleiros não chegava a 1,80m e os 7,32m da meta eram uma imensidão, difícil de proteger. Imaginem que em 1950, com um futebol ainda amador, só era goleiro quem não levava jeito para nada e não era o dono da bola. Ou seja, o jogo de futebol raramente ficava no zero. Lev Iashin entrou para história, possivelmente, por medir 1,89m. Era um gigante, quando comparado a outros goleiros.
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Os 120m de comprimento, naquela época, faziam com que arrancar desde a defesa ao ataque para surpreender o adversário significasse cinco minutos parado para recuperar o fôlego. Mais da metade dos jogadores bebia na noite anterior a partida, fumava minutos antes do início e não era permitido substituições durante. Ou seja, o jogo de futebol raramente ficava no zero, pois como no segundo tempo as pernas já não eram as mesmas, as ocasiões eram mais frequentes.
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Em suma, os jogadores se tornaram atletas, os goleiros cresceram e já são tão valorizados quanto qualquer outro jogador (tenho três primos pequenos que sonham em ser Júlio César), as táticas são fielmente executadas e estudadas, mas as regras do futebol são praticamente as mesmas. Se mudaram os atores, porque não ocorreu uma adaptação das regras? Imaginem se a altura da rede de vôlei continuasse medindo 1,98m como na época de sua criação...
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Pois bem, para que o futebol se torne mais atrativo, é necessário um upgrade em suas regras. E é isso o que faremos aqui, discutir sobre quais mudanças fariam com que o futebol encante e emocione mais àqueles que, como eu, não tem nada melhor a fazer do que ver futebol.
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Algumas possibilidades:
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1. Eliminar a barreira. Desta maneira as faltas próximas da área seriam claras ocasiões de gol.
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2. Abolir o carrinho. Além de preservar os jogadores, faria com que o drible fosse algo mais fácil. De quebra, aqueles zagueiros perebas que só sabem dar carrinhos não jogariam mais futebol.
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3. Punir com tiro direto a equipe que extrapole um determinado número de faltas por tempo, por exemplo, cinco faltas. É o que já ocorre no futsal ou no basquete. Sairiam mais gols e jogadores habilidosos seriam mais frequentes em campo.
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4. Aumentar o número de árbitros em campo, principalmente para marcar as faltas próximas da área com uma maior segurança. Desta forma, diminuiriam os agarrões dentro da área ou seriam marcados penaltis frequentemente.
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5. O jogo poderia ser jogado por 10 jogadores de cada lado. Mais espaços em campo.
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6. Aumentar um pouco o tamanho da meta. Mais gols.
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7. Rever a regra do impedimento. Por exemplo, não punir a jogada quando a zaga sai em disparada para deixar o atacante impedido, ao invés de buscar arrebatar a bola do adversário.
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Pois bem, estas são algumas sugestões. Como disse no início, devemos começar um debate. Quem já pensou em alguma coisa ou discorda de alguma das mudanças, favor comentar. Ricardo Teixeira costuma dar uma olhadinha no blog e poderá porpôr alguma ao comitê, assim que for eleito presidente da FIFA.

domingo, 11 de julho de 2010

Viva Espanha!

Numa final sem muito brilho e equilibradíssima, a Espanha levou a melhor. Será que a Holanda está fadada a morrer na praia?
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Faltou ousadia para ambas equipes. Aparentemente, Espanha e Holanda estavam mais preocupadas em não perder do que em vencer. Poucas vezes vimos uma das equipes atacar com mais de cinco jogadores, ninguém queria dar o primeiro passo e correr riscos. Quem perdeu foi o público. O jogo acabou sendo muito violento e pouco vistoso. Até quando seremos obrigados a ver jogos tão sem graça em uma final de Copa? Como podem duas excelentes equipes não divertirem o público? Boa parte da culpa tem a regra do futebol, mas outra parte considerável reside na exaltação do resultado. Quando o resultado está por cima do próprio futebol, o espetáculo corre sérios riscos de se tornar enfadonho.
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O jogo foi equilibrado e qualquer um poderia sair com a vitória. A Espanha, taticamente, jogou um pouco melhor. O erro maior do treinador holandês foi apostar por Van Persie como centro-avante. O atacante do Arsenal, assim como Fernando Torres, não brilhou nesta Copa, mas ao contrário do espanhol, jamais deixou a titularidade. Será que o treinador holandês foi obrigado por contrato a escalar Van Persie? Neste jogo em particular, Van Persie não fez nenhuma jogada, mas jogou até o final. Algo passa...
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Pois bem, a melhor seleção espanhola da história venceu a melhor seleção holandesa dos últimos 20 anos. Sneijder demonstrou que é um dos melhores jogadores do mundo. Messi, apesar de não marcar, demonstrou que é um craque. A Alemanha demonstrou que se pode vencer sem cabeça de área e jogando ofensivamente. O Uruguai demonstrou que a sorte faz parte de uma Copa. Dunga demonstrou que futebol não tem nada a ver com guerra. E o polvo demonstrou que existem mais coisas entre o céu e a terra do que julga a minha parca filosofia.
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Acaba a Copa, mas não o blog. Seguiremos acompanhando de perto o que rola pelo mundo da bola. Agora, mais sábio, abandonarei mãe Selma e meu pai de santo, e me consultarei com o octopoda advinho.